Aumenta o clima de apreensão no Oriente Médio com movimentações militares dos EUA, Irã e Rússia
O cenário geopolítico no Oriente Médio está mais tenso do que nunca. Os Estados Unidos aumentaram significativamente sua presença militar na região, enquanto o presidente Donald Trump ainda não definiu um curso de ação contra o Irã. Em resposta, o regime iraniano uniu forças com a Rússia para realizar exercícios navais conjuntos, intensificando as preocupações globais.
Fontes do Pentágono e do governo, que preferiram não se identificar, revelaram ao The New York Times que Trump tem a prerrogativa de autorizar medidas militares contra Teerã já neste fim de semana. A Casa Branca foi informada de que o exército americano estaria pronto para um ataque imediato, após o envio de um considerável contingente de ativos aéreos e navais.
O porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua frota de navios de guerra já se encontram na área, com um segundo grupo, liderado pelo USS Gerald Ford, a caminho. Essa demonstração de força coincide com a realização de manobras navais conjuntas entre o Irã e a Rússia no Mar de Omã, nesta quinta-feira (19). A situação é acompanhada de perto por Israel, que também intensificou seus preparativos para um possível conflito. Conforme divulgado pelo The New York Times, o gabinete de segurança israelense planeja uma reunião para discutir os próximos passos. A informação sobre a prontidão militar dos EUA e os exercícios iranianos-russos foram divulgadas por fontes do Pentágono e do governo americano, e meios de comunicação iranianos, respectivamente.
Exercícios Navais Conjuntos entre Irã e Rússia Intensificam Tensões
Em um movimento que adiciona mais uma camada de complexidade à crise, o Irã e a Rússia realizaram exercícios navais conjuntos no Mar de Omã. A colaboração militar incluiu destróieres, navios lançadores de mísseis e helicópteros iranianos, além do navio de guerra russo Stoiky. O objetivo declarado, segundo a mídia persa, foi “reforçar a segurança e a coordenação para enfrentar ameaças à segurança marítima”.
As simulações incluíram, conforme noticiado pela agência IRNA, a atuação de forças especiais navais de ambos os países na liberação de um navio sequestrado e na captura de piratas. Essas manobras ocorreram a leste do Estreito de Ormuz, uma rota vital por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial. A Guarda Revolucionária iraniana já havia realizado manobras na área nos dias anteriores, chegando a fechar parcialmente o estreito.
Rússia Pede Moderação em Meio a Crescente Escalada
Enquanto as manobras militares estavam em curso, o porta-voz do Kremlin expressou preocupação com uma “escalada de tensões sem precedentes” em torno do Irã. Moscou fez um apelo para que todas as partes envolvidas priorizem meios diplomáticos para a resolução de suas divergências. “A Rússia continua desenvolvendo suas relações com o Irã. Ao fazer isso, pedimos moderação aos nossos amigos iranianos e a todas as partes na região”, declarou o porta-voz.
Israel em Estado de Alerta e Negociações Nucleares em Andamento
As forças armadas israelenses também aumentaram seus preparativos para uma eventual guerra, conforme relatos ao The New York Times. O gabinete de segurança de Israel planeja uma reunião crucial para avaliar a situação. Paralelamente, as negociações sobre o programa nuclear iraniano continuam. Em Genebra, Teerã anunciou ter chegado a um consenso sobre “princípios gerais” de um acordo com os EUA. Washington, por sua vez, reconheceu avanços, mas pontuou que os iranianos ainda “não estão dispostos a reconhecer” as exigências americanas estabelecidas pelo presidente Trump.
Como medida preventiva diante de possíveis ações ou contra-ataques iranianos, o Pentágono iniciou a retirada temporária de parte de seu pessoal da região, com destino à Europa e aos Estados Unidos. Essa movimentação, segundo a emissora CBS, é um indicativo de que Trump está avaliando seriamente a possibilidade de ataques nos próximos dias, mantendo o mundo em suspense.