Operação Miragem prende estelionatário que se passava por médico e aplicava golpe em turistas idosos em Belém
A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a Operação Miragem, resultando na prisão preventiva de João Silvério Angelim de Oliveira, de 69 anos. O homem é suspeito de aplicar golpes de estelionato contra turistas em Belém, com foco em idosos.
A prisão e o mandado de busca e apreensão foram cumpridos no bairro de São Brás. A ação foi realizada pela Delegacia de Proteção ao Turista (DPTur), vinculada à Divisão de Investigação e Operações Especiais (DIOE).
Conforme apurado pelo g1, o investigado é apontado como um criminoso contumaz na prática de estelionato. Ele utilizava pontos turísticos como a Estação das Docas e o Mercado de São Brás para abordar suas vítimas.
O golpe do ‘Doutor Célio’
O suspeito se apresentava como “Doutor Célio”, simulando ser um médico cardiologista e neurologista com boa condição financeira. O objetivo era ganhar a confiança dos turistas, especialmente os mais idosos, para, em seguida, aplicar o golpe.
João Silvério utilizava uma refinada engenharia social para abordar as vítimas, fingindo desenvolver falsas amizades. Após conquistar a confiança, ele obtinha vantagens econômicas, como pagamento de almoços.
Engenharia social para obter dinheiro
O modus operandi incluía induzir as vítimas a realizarem transferências bancárias ou saques em espécie. Tudo isso sob o pretexto de falsos empréstimos, conforme detalhado pela investigação policial.
A Polícia Civil ressalta a alta periculosidade social do suspeito. Ele é reincidente, possuindo condenação judicial anterior pelo mesmo tipo de golpe contra idosos. O investigado possui um vasto histórico criminal utilizando idêntico modus operandi.
Prisão e disposição da Justiça
O investigado foi encaminhado à base da DPTur para a formalização dos procedimentos cabíveis. Ele também foi comunicado ao Juízo que expediu os mandados de prisão e busca. Atualmente, João Silvério Angelim de Oliveira se encontra à disposição da Justiça.
A defesa de João Silvério Angelim de Oliveira foi contatada pelo g1, mas ainda não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.