Uruguai investiga possível conexão do PCC em plano de assalto a banco frustrado em Montevidéu

Autoridades uruguaias desarticularam um grupo criminoso que planejava um audacioso assalto a um banco na capital, Montevidéu. A ação policial frustrou a invasão que seria realizada através de um túnel escavado a partir de um imóvel desocupado na Cidade Velha.

A operação resultou na prisão de onze suspeitos, com nacionalidades diversas, incluindo brasileiros, uruguaios e paraguaios. As investigações agora buscam determinar se há ligações entre este grupo e o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do Brasil.

O ministro do Interior do Uruguai, Carlos Negro, destacou a gravidade do plano, que poderia ter causado sérios danos ao sistema financeiro do país. A descoberta do esquema criminoso se deu a partir de uma denúncia anônima sobre tráfico de drogas na região costeira de Canelones.

Método e perfil dos detidos levantam suspeitas de conexão com o PCC

Durante o avanço das apurações, em dezembro, a polícia uruguaia recebeu um alerta de forças de segurança estrangeiras sobre a possibilidade de um roubo a banco em Montevidéu utilizando túneis. Essa informação intensificou as investigações, culminando na operação que desmantelou o grupo.

O método empregado, a escavação de um túnel para acesso a uma instituição financeira, e o perfil de alguns dos detidos estão sendo analisados por investigadores. A imprensa local sugere que essas características podem indicar uma possível conexão com organizações criminosas transnacionais, como o PCC.

A hipótese em análise é que o grupo tenha adotado técnicas associadas à facção paulista, embora **nenhuma confirmação oficial desse vínculo tenha sido divulgada até o momento**. A polícia mantém sigilo sobre o banco alvo do plano enquanto aprofunda a análise do túnel e dos materiais apreendidos.

Prisões preventivas e acusações formais contra os suspeitos

Os onze suspeitos detidos tiveram a prisão preventiva decretada por 180 dias, conforme decisão judicial. As acusações formais incluem tentativa de furto qualificado, associação para delinquir e tráfico de drogas, demonstrando a abrangência das atividades criminosas do grupo.

O ministro Carlos Negro ressaltou que a estrutura criminosa identificada era capaz de infligir **danos severos ao sistema financeiro do país**. A investigação continua em andamento para esclarecer todos os detalhes do plano e eventuais conexões internacionais.

Investigação em andamento para mapear atuação e conexões do grupo

O centro de Montevidéu, onde se concentram diversas instituições financeiras, incluindo a matriz do Banco República, foi o palco da ação frustrada. As autoridades uruguaias, em colaboração com forças de segurança estrangeiras, trabalham para mapear completamente a atuação do grupo e seus possíveis ramificações.

A possibilidade de envolvimento do PCC adiciona uma camada de complexidade à investigação, dado o alcance e a atuação internacional da facção. A cooperação entre países é fundamental para desarticular redes criminosas transnacionais e garantir a segurança regional.

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