Presidente do Irã declara “declaração de guerra” após morte de Khamenei por EUA e Israel, e alerta para “vingança legítima”.

Em um pronunciamento oficial neste domingo (1º), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, classificou a morte do líder supremo Ali Khamenei como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”. Ele enfatizou que o Irã considera a “vingança e a responsabilização dos autores e mandantes deste crime um dever e um direito legítimo” contra os Estados Unidos e Israel.

A declaração ocorre após o Irã confirmar, na noite de sábado (28), a morte de Khamenei em um bombardeio coordenado entre EUA e Israel. A agência estatal iraniana Isna, no entanto, informou anteriormente que o presidente Pezeshkian estava saudável e em segurança, desmentindo rumores sobre sua própria integridade.

O governo iraniano e a mídia estatal descreveram o ataque como um “crime brutal” e uma “guerra aberta contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todas as partes do mundo”. Conforme informações divulgadas pela imprensa iraniana, o bombardeio ocorreu na madrugada de sábado no complexo presidencial onde Khamenei se encontrava.

Luto Nacional e Promessas de Retaliação

O gabinete do governo iraniano declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral. Uma nota oficial lamentou a morte de Khamenei, referindo-se a ele como “o modelo de fé, luta e resistência”. O texto classificou o episódio como um “crime” que “marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”.

A nota também assegurou que o sangue de Khamenei “fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista”. O governo iraniano prometeu “com toda a força e firmeza” fazer com que os responsáveis pelo “grande crime” se arrependam.

As Guardas Revolucionárias do Irã, juntamente com as Forças Armadas e o Basij, divulgaram um comunicado afirmando que “continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo”.

Trump Celebra Morte de Khamenei e Alerta para Novos Ataques

Em pronunciamento nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Ali Khamenei “não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel”. Trump descreveu Khamenei como “uma das pessoas mais malignas da História” e declarou que sua morte representa “justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei”.

Trump também advertiu que os bombardeios contra o Irã continuarão com o objetivo de alcançar “paz no Oriente Médio e no mundo”. Ele expressou a esperança de que integrantes da Guarda Revolucionária e das forças de segurança iranianas se unam à população para “devolver grandeza” ao país.

O ex-presidente americano ainda declarou que este é “o maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país”, alegando que “muitos integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e polícia já não querem lutar e estão buscando imunidade”.

Contexto do Ataque e Perfil de Khamenei

O ataque de EUA e Israel na manhã de sábado resultou em 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana. Explosões foram registradas em Teerã e outras cidades. Em retaliação, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz foi fechado por motivos de segurança.

Ali Khamenei, nascido em 1939, liderou o Irã por quase quatro décadas, consolidando um regime teocrático onde acumulou funções políticas e religiosas. Ele se notabilizou pela hostilidade aos Estados Unidos e pela negação da existência de Israel, além de reprimir veementemente a oposição interna e financiar grupos como Hezbollah e Hamas.

Nos últimos anos, Khamenei enfrentou crescente insatisfação popular devido à economia instável, alta inflação e desemprego, agravados por sanções ocidentais e pelos recentes ataques que intensificaram a crise econômica no país. O líder iraniano já havia sobrevivido a um atentado em 1981 e a um câncer em 2014.

Escalada de Tensão e Implicações Globais

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou haver “indícios” da morte de Khamenei e que forças israelenses destruíram um complexo utilizado pelo líder supremo. Netanyahu declarou que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano, prometendo “milhares de alvos” nos próximos dias.

Netanyahu também apelou diretamente à população iraniana para que se levante contra o regime. A escalada de violência e a morte de Khamenei elevam significativamente as tensões no Oriente Médio, com potencial para desdobramentos globais, especialmente em relação ao fornecimento de petróleo e à segurança internacional.

A mídia estatal iraniana relatou que o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses. A retaliação iraniana incluiu o lançamento de mísseis e drones contra território israelense, com sirenes de alerta acionadas e explosões ouvidas em países vizinhos com bases americanas.

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