Pai preso em flagrante por espancar bebê de 4 meses em Campo Grande
Um homem de 26 anos foi detido na madrugada deste domingo (8) em Campo Grande, suspeito de ter agredido violentamente o próprio filho, um bebê de apenas 4 meses. O caso chocou a comunidade do bairro Jardim Inápolis.
A pequena vítima foi levada às pressas para a Santa Casa, apresentando ferimentos preocupantes. A irmã de 5 anos do bebê foi a heroína da situação, correndo para pedir ajuda aos familiares após presenciar as brutais agressões.
Segundo o boletim de ocorrência, a menina de 5 anos relatou que seu pai estava batendo no bebê e que ela mesma também levou um tapa. Ao chegarem na residência, os familiares encontraram a criança machucada e imediatamente acionaram a Polícia Militar.
Agressões severas e pedido de socorro
Quando a polícia chegou ao local, o suspeito foi encontrado ainda dentro da casa e foi preso em flagrante. Testemunhas relataram que o homem teria consumido álcool e drogas antes de cometer as agressões contra o filho.
A criança apresentava um quadro de lesões graves, com hematomas visíveis nas costas e no braço esquerdo. Além disso, havia marcas de mordida na parte superior do tórax, e ferimentos na boca, nos olhos, no nariz e na orelha.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou o transporte do bebê para a Santa Casa, onde ele está recebendo os cuidados médicos necessários. A mãe da criança, que trabalhava em uma lanchonete próxima no momento dos fatos, foi avisada e está acompanhando o atendimento médico do filho.
Investigação e registro do caso
O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac). O homem de 26 anos foi autuado por tortura qualificada e lesão corporal contra criança, crimes que podem acarretar sérias consequências legais.
A rápida ação da irmã mais velha e a pronta resposta dos familiares foram cruciais para que o bebê recebesse socorro a tempo e para que o agressor fosse detido. A polícia segue investigando as circunstâncias que levaram a este ato de violência extrema.
A comunidade local manifestou repúdio aos atos e espera que a justiça seja feita. Casos como este reforçam a importância da denúncia e da proteção às crianças e bebês, que são os mais vulneráveis em situações de violência doméstica.