Dólar opera em alta com petróleo no radar e atenção à inflação dos EUA; Ibovespa recua

O dólar opera em alta nesta quarta-feira, 11, avançando 0,18% por volta das 10h45, sendo negociado a R$ 5,1661. A moeda americana, que fechou a véspera em queda de 0,15%, a R$ 5,1566, volta a subir impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos.

Em contrapartida, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, que teve alta de 1,40% na véspera, aos 183.447 pontos, recua 0,05% nesta quarta, aos 184.673 pontos. Investidores acompanham os desdobramentos no cenário internacional e os indicadores econômicos para definir os próximos movimentos.

Conforme informação divulgada pelo g1, a instabilidade global e a busca por segurança em ativos considerados mais seguros, como o dólar, contribuem para a valorização da moeda americana frente ao real. Acompanhe os detalhes que movem o mercado financeiro.

Petróleo volta a subir com escalada de tensões no Oriente Médio

Os preços do petróleo voltaram a registrar alta nesta quarta-feira, impulsionados pela escalada de tensão no Oriente Médio. Novas ameaças envolvendo o transporte de petróleo na região aumentam as preocupações do mercado com possíveis interrupções no abastecimento global. Por volta das 9h40 GMT (6h40 em Brasília), o barril do WTI, referência nos EUA, avançava 5,91%, a US$ 88,38. Já o Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, cotado a US$ 92,23.

A alta ocorre após uma forte queda registrada na véspera, quando os preços do petróleo despencaram mais de 11%, a maior baixa percentual em um único dia desde 2022. O recuo anterior foi motivado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que indicou que o conflito com o Irã poderia terminar em breve.

Para tentar mitigar os riscos de escassez, países discutem a liberação de parte de seus estoques emergenciais. Nesta quarta-feira, a Alemanha informou que pretende disponibilizar suas reservas após um pedido da Agência Internacional de Energia (AIE), que solicitou aos países membros a liberação de cerca de 400 milhões de barris.

Inflação nos EUA: preços ao consumidor sobem 0,3% em fevereiro

Nos Estados Unidos, investidores analisam os novos dados de inflação divulgados nesta quarta-feira. O índice de preços ao consumidor (CPI) mostrou que os preços subiram 0,3% em fevereiro, após uma alta de 0,2% em janeiro. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 2,4%, repetindo o ritmo do mês anterior e alinhada às expectativas dos analistas.

O custo de moradia registrou um aumento de 0,2% no mês, sendo o principal fator para a elevação do índice geral. Os preços dos alimentos também apresentaram alta, com avanço de 0,4%, enquanto o grupo de energia registrou aumento de 0,6%. Parte dessa pressão está associada à recente alta do petróleo no mercado internacional.

O núcleo da inflação, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, subiu 0,2% em fevereiro, após um avanço de 0,3% em janeiro. Em 12 meses, este indicador acumulou alta de 2,5%, repetindo o ritmo do mês anterior. Esses dados são acompanhados de perto pelo Federal Reserve.

Mercados globais em alerta com tensões e dados de inflação

Os mercados financeiros globais operam com atenção redobrada nesta quarta-feira, diante das incertezas geradas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e seus potenciais impactos sobre os preços da energia e o crescimento econômico mundial. Em Wall Street, investidores acompanham a divulgação dos dados de inflação dos EUA.

Na Europa, o clima é de cautela, com as bolsas operando em queda na manhã desta quarta-feira, refletindo as preocupações dos investidores com os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O índice europeu Stoxx 600 recuava 0,54% por volta das 10h (horário de Brasília).

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão com desempenho misto, com algumas bolsas em alta e outras registrando pequenas quedas, em um dia marcado pela cautela diante do cenário internacional. O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%, enquanto o índice de Xangai, na China, subiu 0,3%.

Raízen anuncia recuperação extrajudicial e agenda brasileira no radar

No Brasil, a Raízen anunciou que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial. A empresa busca renegociar dívidas e reforçar seu caixa em meio a negociações com credores. Este movimento corporativo adiciona um ponto de atenção para o mercado local.

A agenda econômica brasileira também inclui a divulgação de uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições presidenciais de 2026. O levantamento também avaliará os efeitos recentes do Caso Master sobre a confiança no Supremo Tribunal Federal (STF), trazendo elementos políticos para análise dos investidores.

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