Chavismo anuncia plano para libertar presos políticos na Venezuela com nova Lei de Anistia
O governo venezuelano, liderado pelo chavismo, sinalizou uma mudança significativa no cenário político do país. O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, fez um anúncio promissor nesta sexta-feira (6), declarando que todos os presos políticos da Venezuela serão libertados. Essa liberação está condicionada à aprovação de uma nova Lei de Anistia, que já está em tramitação no Legislativo.
Rodríguez informou que a votação final da Lei de Anistia está prevista para ocorrer entre os dias 10 e 13 de outubro. Assim que a lei for definitivamente aprovada, o governo se compromete a realizar a soltura de todos os detidos por motivos políticos. O anúncio foi feito em um encontro com familiares de presos políticos, realizado em um comando policial na capital, Caracas.
A proposta da Lei de Anistia já deu um passo importante. Nesta quinta-feira (5), o Parlamento venezuelano aprovou por unanimidade o projeto em sua primeira votação. A iniciativa foi apresentada pela líder interina do país, Delcy Rodríguez, e levada ao plenário pelo deputado chavista Jorge Arreaza. O texto busca abranger um período extenso de detenções políticas.
Ampla anistia com exclusões importantes
Segundo o deputado Jorge Arreaza, o projeto de Lei de Anistia tem como objetivo abranger casos de presos políticos desde 1999, ano em que Hugo Chávez assumiu o poder, até os dias atuais. No entanto, o texto estabelece exclusões claras. Pessoas que respondem ou foram condenadas por violações graves de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, corrupção e tráfico de drogas não serão contempladas pela anistia.
Pedido de perdão e fim das prisões políticas
Durante a sessão de votação nesta quinta-feira, Jorge Rodríguez defendeu ativamente o projeto. Em um discurso que buscou apaziguar os ânimos, ele pediu publicamente “perdão” pelos atos cometidos pelo regime. “Nós pedimos perdão e temos que perdoar também”, declarou Rodríguez, acrescentando que “não gosta da existência de presos”.
A promessa de libertar os presos políticos, caso confirmada pela aprovação da Lei de Anistia, representa um momento de grande expectativa para as famílias dos detidos e pode sinalizar um novo capítulo na política venezuelana. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos deste processo.