Jair Bolsonaro hospitalizado após crise de vômitos e calafrios; filho pede orações e cita preocupação com saúde do ex-presidente

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi hospitalizado na manhã desta sexta-feira (13) após apresentar uma crise de vômitos e calafrios durante a madrugada. A informação foi divulgada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por meio de suas redes sociais, gerando preocupação sobre o estado de saúde do ex-chefe do Executivo.

Bolsonaro está detido desde 15 de janeiro em Brasília, cumprindo pena de 27 anos e três meses de prisão. O anúncio de sua hospitalização ocorre em um momento em que a defesa do ex-presidente busca, sem sucesso até o momento, sua transferência para o regime domiciliar por motivos humanitários.

A equipe médica de plantão na unidade prisional onde Bolsonaro está detido prestou os primeiros atendimentos e decidiu por sua transferência para uma unidade hospitalar. A notícia reacende o debate sobre as condições de saúde do ex-presidente e a necessidade de cuidados médicos mais intensivos.

Nova internação de Bolsonaro acende alerta sobre saúde e regime prisional

Conforme informado por Flávio Bolsonaro, o ex-presidente acordou com fortes calafrios e episódios de vômito, o que motivou a busca por atendimento médico. “Peço orações que não seja nada grave”, declarou o senador, expressando a apreensão familiar diante da nova crise de saúde de seu pai. A hospitalização ocorreu por volta das 8h50 no Hospital DF Star, para onde foi levado em uma ambulância do Samu.

Defesa de Bolsonaro busca regime domiciliar e STF nega pedido

Apesar do quadro de saúde, a defesa de Jair Bolsonaro teve um pedido negado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada. Os ministros, seguindo o voto do relator Alexandre de Moraes, decidiram não conceder a transferência para o regime domiciliar em caráter humanitário. A decisão baseou-se no entendimento de que não há requisitos excepcionais, citando “reiterados descumprimentos das medidas cautelares durante toda a ação penal”.

Os advogados argumentaram que um laudo de peritos assistentes indicava risco de quedas e agravamento das condições físicas e psicológicas. Contudo, a perícia da Polícia Federal apontou que Bolsonaro teria condições de cumprir a pena na prisão. Moraes destacou que a “dolosa e ostensiva tentativa de fuga com destruição [de] aparelho de monitoramento eletrônico é mais um fator impeditivo para a cessação da prisão em estabelecimento prisional e concessão de prisão domiciliar”.

Histórico de problemas de saúde de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro enfrenta recorrentes problemas de saúde desde o atentado que sofreu em 2018, durante a campanha eleitoral, quando foi esfaqueado. As perfurações no intestino e hemorragia interna exigiram cirurgia de emergência e diversos procedimentos posteriores, incluindo a retirada da bolsa de colostomia e correções abdominais.

Desde então, o ex-presidente tem registrado episódios frequentes de obstrução intestinal, hérnias e dores abdominais, complicações atribuídas às aderências formadas após as múltiplas cirurgias. Essas condições levaram a diversas internações e novos procedimentos médicos ao longo dos anos seguintes, visando a liberação de aderências e a correção de hérnias.

Órgãos oficiais se limitam a informar sigilo em prontuários

A reportagem buscou contato com a defesa do ex-presidente e aguarda retorno. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal, por sua vez, alegou “conformidade com a legislação sobre Sigilo de Prontuário” para não fornecer dados sobre pacientes. A Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape-DF) informou não possuir informações por não ter jurisdição na unidade onde Bolsonaro está detido, indicando que a Polícia Militar, responsável pelo batalhão, seria o órgão a ser contatado.

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