Médicos Revelam Risco de Morte para Bolsonaro Após Pneumonia Severa e Internação em UTI
A equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro emitiu um alerta preocupante sobre seu estado de saúde. Em coletiva de imprensa realizada no hospital DF Star, em Brasília, os profissionais declararam que a intercorrência que levou à internação foi um evento que “quase o matou”.
A gravidade da situação motivou os médicos a reiterarem a importância de que Bolsonaro cumpra a pena em prisão domiciliar. Eles explicam que o ambiente carcerário pode agravar o quadro clínico do ex-presidente.
“Realmente, uma pneumonia aspirativa pode evoluir para uma insuficiência respiratória e, se não houver intervenção, o paciente pode evoluir ao óbito. O risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez, surge nestas circunstâncias”, explicou o médico Claudio Birolini. Conforme informação divulgada pela equipe médica, Bolsonaro está, no momento, “estabilizado” e “consciente”.
Pneumonia Agressiva e Risco de Falência Respiratória
Jair Bolsonaro permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por tempo indeterminado. O cardiologista Leandro Echenique afirmou que “ele ficará o tempo que for necessário”. Os calafrios relatados pelo ex-presidente foram diagnosticados como “bacteremia”, indicando a presença de infecção bacteriana na corrente sanguínea.
A pneumonia que acomete Bolsonaro atualmente é a terceira e, segundo os médicos, a mais forte de todas. O médico Brasil Caiado descreveu a velocidade com que a infecção evoluiu como “assustadora”.
“Se um quadro começa às 2h e, às 8h, a tomografia já mostra tal grau de comprometimento dos pulmões, é uma situação que chama muita atenção”, ressaltou Caiado. A equipe médica enfatiza que a evolução rápida de infecções pode ser um sinal de alerta para complicações severas.
Prisão Domiciliar: Uma Medida de Segurança para a Saúde de Bolsonaro
A equipe médica reforçou a necessidade da concessão do benefício de prisão domiciliar para o ex-presidente. “É claro que determinados ambientes, do ponto de vista do desencadeamento e do agravamento de doenças, trazem certas complicações”, afirmou um dos profissionais.
Eles argumentam que em casa, Bolsonaro teria uma alimentação “muito mais adequada”, o que é fundamental para controlar o refluxo, um fator que pode influenciar no agravamento de suas condições de saúde. “Com uma dieta controlada, sem dúvida nenhuma, o risco é menor”, concluíram.
Bolsonaro está recebendo tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo, sob constante monitoramento na UTI. Apesar de uma leve melhora após a administração de dois antibióticos, ele ainda relata sintomas como enjoo, dor de cabeça e dores musculares.
Histórico de Problemas de Saúde e Restrições na Visitação
O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro nas instalações do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, para cumprir pena de 27 anos e três meses. Ele enfrenta problemas de saúde recorrentes desde o atentado a faca em 2018, que resultou em perfurações intestinais e hemorragia interna, exigindo múltiplas cirurgias.
Desde então, Bolsonaro tem registrado episódios de obstrução intestinal, hérnias e dores abdominais, associados a aderências pós-cirúrgicas. Essas complicações levaram a diversas internações e procedimentos médicos nos anos seguintes.
Atualmente, ele está acompanhado pela esposa, Michelle Bolsonaro, e dois policiais. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, proibiu o ingresso de computadores, celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos na unidade de saúde. Os filhos de Bolsonaro também estão autorizados a visitá-lo.