Flávio Bolsonaro reforça apoio à CPI da Toga e defende investigação de ministros do STF, negando arrependimentos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também é pré-candidato à Presidência, reafirmou seu apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em suas redes sociais, ele declarou que assinaria o requerimento “quantas vezes forem necessárias” para apurar eventuais ilegalidades cometidas por membros do Judiciário.

A declaração foi feita durante o primeiro giro de sua pré-campanha pelo país, em Rondônia. Flávio Bolsonaro negou veementemente reportagens que sugeriam arrependimento ou recuo de sua parte em relação à chamada “CPI da Toga”, que visa investigar a conduta de ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em processos específicos, como os relacionados ao caso do Banco Master.

Segundo o senador, as notícias sobre seu suposto arrependimento são “mentiras” e distorcem sua posição. Ele enfatizou que a assinatura do requerimento é uma medida em defesa do interesse público e do controle sobre os atos do Poder Judiciário, e não um ataque à Justiça em si.

Desdobramentos da CPI da Toga e a posição de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro explicou que sua disposição em apoiar a CPI decorre da necessidade de garantir que quaisquer irregularidades no Judiciário sejam devidamente apuradas. Ele também criticou parlamentares que, segundo ele, utilizam tais pedidos mais por interesses políticos do que por genuínas necessidades investigativas, ressaltando que a CPI é um instrumento legítimo de fiscalização.

“Assinei uma vez, assinaria duas, três, cinco, quantas vezes forem necessárias para investigar qualquer ministro que tenha cometido alguma ilegalidade”, afirmou o senador, reforçando seu compromisso com a transparência e o combate a supostas ilegalidades dentro do sistema judiciário.

Agenda em Rondônia e consolidação da pré-campanha

A viagem de Flávio Bolsonaro a Rondônia serviu também para consolidar sua pré-campanha presidencial. Durante sua estadia, ele participou do lançamento da candidatura de Marcos Rogé rio ao governo estadual pelo Partido Liberal. Além disso, acompanhou a definição de nomes que o PL pretende lançar para o Senado nas eleições de 2026.

O senador tem mantido sua estratégia de vincular sua atuação parlamentar à defesa da transparência e ao combate a supostas irregularidades, vendo a CPI como uma ferramenta importante para esse controle. Ele reitera que sua posição não representa um retrocesso, mas sim a defesa do interesse público.

Entendimentos sobre CPIs e equilíbrio institucional

Especialistas em direito constitucional lembram que a instauração de CPIs deve se ater a fatos de interesse público e que envolvam poderes públicos ou entidades com função administrativa. É fundamental que esses processos respeitem o **equilíbrio institucional**. Ainda assim, Flávio Bolsonaro defende a legitimidade da CPI como instrumento de investigação.

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