Lula lança “ovo da serpente” contra Bolsonaro e Campos Neto em meio ao escândalo do Banco Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração contundente nesta quinta-feira (19), classificando o escândalo envolvendo o Banco Master como o “ovo da serpente”, atribuindo a origem do problema ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central.
A afirmação foi feita durante o evento que oficializou a pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo, em São Bernardo do Campo (SP). Lula enfatizou que a investigação sobre o caso será profunda, prometendo não deixar “pedra sobre pedra” para apurar as responsabilidades.
“Vira e mexe, eles estão tentando empurrar nas costas do PT e do governo. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos [Neto], ex-presidente do Banco Central”, declarou o presidente, conforme informação divulgada em eventos políticos.
Investigação aprofundada e alto custo para o FGC
O presidente Lula assegurou que a investigação do caso Master será minuciosa. “E nós não deixaremos pedra sobre pedra para a gente apurar tudo o que fizeram dando um rombo de R$ 50 bilhões nesse país. Se a gente não tiver cuidado, vão tentar dizer que fomos nós”, alertou.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima que a liquidação do Banco Master, juntamente com o Banco Pleno e o Will Bank, terá um custo aproximado de R$ 51,8 bilhões. Este montante é desembolsado pelo FGC com o objetivo de ressarcir clientes e investidores afetados.
Lula aponta falhas na gestão de Campos Neto e criação do Master
Em sua argumentação, Lula destacou que foi sob a gestão de Roberto Campos Neto que ocorreu a autorização para a transferência do controle do Banco Mássima para Daniel Vorcaro, o indivíduo que, posteriormente, fundou o Banco Master. Esta ação, segundo o presidente, é um ponto central na origem do problema.
“Esse banco nasceu em 2019, quem reconheceu foi o Roberto Campos Neto, e todas as falcatruas foram feitas por ele”, acusou o mandatário. É importante notar que, até o momento, o ex-presidente do Banco Central não figura como investigado formalmente no caso Master, conforme informações disponíveis.