Eduardo Bolsonaro defende endurecimento de regras para ONGs estrangeiras
Em sua participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada na Hungria, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) declarou que, caso eleito presidente, será necessária a criação de uma nova lei para **regras mais rígidas contra Organizações Não Governamentais (ONGs)**, especialmente aquelas com financiamento estrangeiro.
Segundo Eduardo, o objetivo é **garantir a governabilidade** e proteger a soberania nacional. Ele argumenta que recursos vindos de outros países, como os Estados Unidos, têm sido direcionados a agências de checagem de fatos no Brasil.
Essas agências, ao produzirem relatórios que, segundo ele, justificam a censura, acabam por **influenciar o cenário político brasileiro**, o que representa, na visão do ex-parlamentar, uma grave ameaça à autonomia do país.
O ex-deputado ressaltou a importância das redes sociais na disputa pela Presidência e elogiou Donald Trump por, segundo ele, “garantir que empresas americanas, que são as principais plataformas no Brasil, assegurem a liberdade de expressão durante nossas eleições”. Eduardo Bolsonaro também comentou sobre a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Situação de Bolsonaro e críticas ao STF
Eduardo Bolsonaro abordou o estado de saúde de seu pai, mencionando um quadro de broncopneumonia bacteriana que, segundo ele, o deixou “quase morto recentemente”. Atualmente residindo nos Estados Unidos e respondendo a um processo criminal no Brasil, o ex-presidente tem sido alvo de críticas de seu filho em relação ao sistema judicial brasileiro.
O ex-deputado acusou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque para Alexandre de Moraes, de buscarem **”vingança”** contra Jair Bolsonaro. Ele afirmou que o ex-presidente já cumpriu os requisitos para uma prisão domiciliar humanitária, mas que o “sistema de Justiça insano, liderado por um homem chamado Alexandre de Moraes, ainda está tentando matá-lo, mantendo-o na prisão”.
Influência estrangeira e “verdadeira face do mal”
Na visão de Eduardo Bolsonaro, a situação que ele descreve para o Brasil se assemelha ao que ele alega ter sido tentado contra Donald Trump nos Estados Unidos. Ele classificou tais ações como a **”verdadeira face do mal”**, alertando que o que acontece aqui pode se repetir se as eleições forem perdidas.
Ele também fez menção à eleição de 2022, afirmando que Luiz Inácio Lula da Silva “já cumpriu o papel dele”, e que o STF o teria “tirado da cadeia e o elegeu em uma eleição injusta em 2022, com muita censura”, reiterando sua visão sobre a influência indevida e a necessidade de **endurecer regras contra ONGs estrangeiras**.
Flávio Bolsonaro e pesquisas eleitorais
Eduardo Bolsonaro comentou ainda sobre a candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando que ele está concorrendo “apenas em razão da prisão de Bolsonaro”. Ele expressou a crença de que, “se meu pai estivesse livre, Jair Bolsonaro venceria a eleição com ampla vantagem”.
Apesar disso, Eduardo ressaltou que o senador Flávio Bolsonaro está “correndo e liderando nas pesquisas”, indicando confiança na capacidade de seu irmão em obter sucesso eleitoral, mas reforçando a necessidade de garantir que o poder conquistado possa ser exercido sem interferências externas indevidas, como as que ele aponta em relação às ONGs estrangeiras e sua atuação via agências de checagem.