Ministério da Fazenda tem nova cúpula com Rogério Ceron como Secretário-Executivo e foco em desafios econômicos de 2026
O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou nesta segunda-feira (23) as novas lideranças que comporão a equipe do ministério. A principal nomeação é a de Rogério Ceron, que deixa a Secretaria do Tesouro Nacional para assumir o cargo de Secretário-Executivo, o segundo mais importante da pasta. Ceron terá a responsabilidade de substituir Durigan em suas ausências temporárias.
A escolha de Ceron foi destacada pelo ministro, que ressaltou sua confiança na capacidade de entrega e a importância de seu trabalho anterior. A nova estrutura também contempla a nomeação de Úrsula Peres como Secretária-Executiva Adjunta, especialista em políticas públicas da USP, e Daniel Leal para chefiar o Tesouro Nacional. Daniele Cardoso comandará a Secretaria de Prêmios e Apostas, e Mathias Alencastro, a Secretaria de Assuntos Internacionais.
Durigan enfatizou o espírito de equipe e o compromisso técnico do novo time, declarando: “Ninguém faz nada sozinho. Somos um Ministério sério, unido e técnico. Mulheres e homens comprometidos em fazer a diferença todos os dias, trabalhando pela prosperidade das famílias brasileiras”. A articulação dessas nomeações ocorre em um momento crucial para a economia do país, com metas fiscais e a continuidade de reformas como prioridades. As informações foram divulgadas pelo próprio ministro em suas redes sociais e confirmadas por comunicados oficiais.
Novos Nomes e Responsabilidades na Fazenda
Rogério Ceron, agora Secretário-Executivo, foi fundamental na condução da agenda econômica do governo nos últimos anos, atuando como Secretário do Tesouro Nacional. Sua experiência será crucial para a gestão diária do Ministério da Fazenda e para a articulação de políticas. A nomeação de Úrsula Peres como Secretária-Executiva Adjunta reforça a presença de especialistas em políticas públicas na equipe, buscando uma gestão mais aprofundada e técnica.
Daniel Leal assume a chefia do Tesouro Nacional, um órgão vital para o controle das contas públicas e a gestão da dívida. Daniele Cardoso fica à frente da Secretaria de Prêmios e Apostas, um setor em desenvolvimento e regulamentação. Mathias Alencastro dirigirá a Secretaria de Assuntos Internacionais, área estratégica para as relações econômicas do Brasil no cenário global. Essas movimentações indicam um esforço para fortalecer áreas específicas e garantir a execução de metas complexas.
Desafios de Durigan em Ano Eleitoral
O Ministro Dario Durigan, nomeado recentemente, terá a tarefa de coordenar a área econômica durante a campanha presidencial de 2026. Este período é historicamente marcado por tensões políticas e pela necessidade de manter a estabilidade econômica. Ele já teve papel importante na “recomposição de receitas”, na articulação da reforma tributária e na renegociação da dívida dos estados.
Entre os temas que exigirão atenção estão discussões sobre a jornada de trabalho, o Imposto de Renda sobre lucros e resultados, a possível revisão de benefícios sociais e uma reforma nos encargos sobre a folha de pagamentos. A regulamentação da reforma tributária, com a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em 2027, também será um ponto central, incluindo o debate sobre o “imposto do pecado”, que incidirá sobre produtos como bebidas alcoólicas e cigarros, gerando discussões sobre aumento de preços em ano eleitoral.
Metas Fiscais e o Orçamento de 2026
A condução do processo orçamentário até o final de 2026 é outro grande desafio para Durigan, com a meta de retomar o superávit nas contas públicas. Para 2024, a meta é um saldo positivo de 0,25% do PIB. O arcabouço fiscal de 2023 permite uma margem de tolerância, mas a previsão é que as contas do governo apresentem um rombo de R$ 23,3 bilhões em 2026, mesmo com um resultado oficial positivo, devido a despesas com precatórios e outras exclusões do cálculo.
A gestão de Durigan e sua equipe será fundamental para navegar por essas complexidades, buscando conciliar as demandas de crescimento econômico com a responsabilidade fiscal. A capacidade de articulação do ministro, reconhecida por interlocutores, será posta à prova diante das múltiplas frentes de atuação e do cenário político em 2026.