Ex-presidente Jair Bolsonaro recebe alta da UTI e segue tratamento em quarto de hospital em Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou uma melhora significativa em seu quadro de saúde e foi liberado da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília. A transferência para um quarto ocorreu no final da tarde desta segunda-feira (23), após mais de uma semana de internação para tratar uma **grave pneumonia nos dois pulmões**.
O boletim médico divulgado anteriormente já indicava a possibilidade de Bolsonaro deixar a UTI em até 24 horas, sinalizando a resposta positiva ao tratamento. O cardiologista Brasil Caiado, médico responsável pelo ex-presidente, confirmou a evolução satisfatória do paciente.
Segundo informações repassadas pelo cardiologista Brasil Caiado à GloboNews e ao site Metrópoles, Bolsonaro continuará seu tratamento no quarto do hospital nos próximos dias. A equipe médica tem focado em sua recuperação, com suporte clínico intensivo, antibióticos e fisioterapia respiratória e motora. A Gazeta do Povo informou que procurou o hospital e a equipe médica para obter mais detalhes e aguarda retorno.
Decisão sobre prisão domiciliar humanitária aguarda ministro Alexandre de Moraes
Apesar da melhora clínica, a situação jurídica de Bolsonaro permanece em suspense. O ex-presidente está preso desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, conhecido como “Papudinha”. Recentemente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um parecer favorável à sua transferência para uma prisão domiciliar humanitária.
A decisão final sobre a mudança para o regime domiciliar está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que a transferência para um ambiente mais familiar e acolhedor possa auxiliar na recuperação e no tratamento de saúde do ex-presidente, conforme apontou o médico Brasil Caiado.
Histórico de negação de mudança de regime
Contudo, o ministro Alexandre de Moraes já negou anteriormente pedidos de mudança de regime para Bolsonaro. A última negativa se baseou em uma perícia médica da Polícia Federal, que atestou a aptidão do ex-presidente para permanecer preso na unidade militar. A situação de Bolsonaro, portanto, ainda é de **incerteza quanto ao futuro de sua custódia**.