Eduardo Leite se posiciona como pré-candidato à Presidência e recusa convite para ser vice de Ronaldo Caiado.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD-RS), **descartou a possibilidade de disputar a eleição presidencial como vice na chapa do governador de Goiás, Ronaldo Caiado** (PSD-GO). Leite reforçou seu desejo de ser candidato ao Palácio do Planalto pelo PSD, buscando posicionar o partido no centro político e apresentar uma alternativa à polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“O que ele [Caiado] busca representar já tem representante na direita. Nós precisamos apresentar uma alternativa a essa polarização. Com toda legitimidade, o presidente Lula representa a esquerda. Há um candidato da direita e até outros disputando na direita. Para mim está muito claro o que essa eleição demanda: uma candidatura no centro”, declarou Leite em entrevista à GloboNews.
O governador gaúcho afirmou que, caso não seja candidato a presidente, permanecerá em seu cargo até o final do mandato. Ele explicou que a desincompatibilização do cargo de governador ocorreria apenas se a candidatura fosse para a Presidência da República, até o dia 4 de abril.
Proposta de um “centro democrático”
Eduardo Leite detalhou seu posicionamento político, defendendo que o **centro deve combinar responsabilidade fiscal com políticas sociais**. Segundo ele, este campo político reconhece a necessidade de um Estado brasileiro menor, com ajustes nas contas e firmeza na segurança pública, bandeiras associadas à direita.
Ao mesmo tempo, Leite argumenta que o centro precisa garantir a proteção social para os mais vulneráveis e minorias. “Do outro lado, tem um Estado brasileiro que precisa proteger os vulneráveis, pessoas que ficaram para trás e precisam ser promovidas”, comentou.
Leite buscou afastar a ideia de que o centro representa neutralidade política. “O centro não é ausência de posição, o centro é a possibilidade da gente conviver democraticamente, romper essa polarização e construir uma alternativa para o país. E eu quero liderar esse processo.”, afirmou.
PSD define pré-candidato em meio a novo cenário
O governador gaúcho citou o recente impacto da desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, da disputa presidencial. Segundo Leite, o PSD ainda está assimilando o novo cenário e deve avançar nas definições nos próximos dias, sob a condução do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
A previsão é que a pré-candidatura do escolhido seja anunciada até a próxima terça-feira, 31 de janeiro. Kassab se reuniu com os governadores do PSD nos dias 24 e 25 de janeiro para discutir os rumos políticos do partido na corrida presidencial.
Divergência estratégica com Caiado
Eduardo Leite reconheceu a trajetória política de Ronaldo Caiado, mas reforçou a divergência estratégica. “É legítima a aspiração do governador Caiado pela sua trajetória, pela sua vida pública, como senador e governador. Mas, na minha leitura, a circunstância política exige que a gente posicione o partido ao centro, onde não há representante”, defendeu.
“É onde a gente precisa chamar a reflexão do povo brasileiro para um outro campo político que não está até aqui representado no processo eleitoral”, completou o pré-candidato presidencial gaúcho, buscando consolidar sua posição como a principal alternativa de centro do PSD para as eleições presidenciais.