Neto planejou com frieza o assassinato do próprio avô para roubar ouro e joias avaliadas em mais de R$ 110 mil.

Um crime chocante abalou a cidade de Ubiratã, no Paraná, onde um jovem de 18 anos é o principal suspeito de ter matado o próprio avô, Alceu Slivinski, de 66 anos, durante um assalto.

Segundo a Polícia Civil, o neto, que não teve o nome divulgado, viajou mais de 600 quilômetros, saindo de Joinville, em Santa Catarina, até o Paraná, com o objetivo de cometer o crime e roubar uma grande quantidade de ouro que o avô guardava.

A frieza do suspeito é evidenciada pelo uso de um capuz durante a ação, uma tentativa clara de não ser reconhecido pela vítima. As investigações e imagens de câmeras de segurança confirmam essa estratégia e a participação de um amigo do neto no crime. Conforme informação divulgada pela Polícia Civil do Paraná, a dupla foi presa horas depois na BR-277, em Cascavel.

Neto conhecia a rotina e os bens do avô

A escolha da vítima não foi aleatória. O delegado responsável pela investigação afirmou que o neto sabia que o avô possuía uma quantidade expressiva de ouro e, por conhecer a rotina do idoso, o considerou um alvo mais fácil. A ação foi planejada detalhadamente, culminando na morte do senhor Alceu.

O idoso foi baleado quatro vezes ao tentar correr para dentro de seu bar, que pertencia a ele. A violência do assalto não se limitou aos disparos, as joias da vítima, como corrente, pulseira e anéis, foram arrancadas com força, causando lesões, especialmente no pescoço. O valor estimado dos itens levados ultrapassa os R$ 110 mil.

Amigo receberia R$ 4 mil para participar do crime

O amigo que auxiliou o neto no crime confessou que recebeu a promessa de ganhar R$ 4 mil para participar da ação. A polícia apreendeu no carro utilizado pela dupla 184 gramas de ouro e a arma usada no latrocínio.

Os dois suspeitos responderão por latrocínio, que é o roubo seguido de morte. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes deste crime que chocou a região.

Imagens de câmeras foram cruciais para a prisão

As imagens captadas por câmeras de segurança foram fundamentais para o desenrolar da investigação. Elas não apenas confirmaram o uso do capuz pelo neto, evidenciando a tentativa de ocultar a identidade, mas também auxiliaram na identificação do modelo e da placa do carro usado na fuga.

Com base nessas informações, a polícia conseguiu rastrear e prender os suspeitos. O depoimento do neto, após a prisão, confirmou sua participação direta no planejamento e execução do latrocínio contra o próprio avô.

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