Flávio Bolsonaro nos EUA: “Venceremos se eleições forem justas e livres”, diz pré-candidato à Presidência

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, declarou em Dallas, no Texas, que acredita na vitória se as eleições brasileiras forem “justas e livres”. A afirmação foi feita durante seu discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), o maior fórum conservador do mundo.

A fala de Flávio Bolsonaro ocorreu no terceiro dia do evento, onde ele foi apresentado por seu irmão, Eduardo Bolsonaro. O senador iniciou sua participação lembrando a figura de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

Flávio Bolsonaro traçou paralelos entre seu pai e o ex-presidente americano Donald Trump, destacando a prisão de Jair Bolsonaro. Segundo o senador, a condenação de seu pai não se deu por corrupção, mas sim por uma suposta atuação abusiva do Judiciário, comparando a situação àquela que Donald Trump enfrentou.

Jair Bolsonaro, Trump e a “perseguição”

O senador comparou as acusações de “insurreição” contra Jair Bolsonaro e Donald Trump, decorrentes de resultados eleitorais. Para Flávio, a motivação por trás da perseguição a ambos os líderes seria a defesa de valores conservadores e a oposição ao “sistema”.

“A verdadeira razão é a mesma: o maior líder político do meu país está na prisão por defender nossos valores conservadores sem medo e por se opor ao sistema com tudo que tinha”, afirmou Flávio Bolsonaro, ressaltando a luta de seu pai “contra a tirania da Covid”, contra o crime organizado e em defesa de valores conservadores.

Ele também mencionou a oposição de Jair Bolsonaro a “interesses das elites globais”, à “agenda ambiental radical” e à “agenda woke que destrói famílias”, enfatizando a luta pela “liberdade”.

Brasil e EUA: Relações e Críticas ao Governo Lula

Durante sua apresentação, Flávio Bolsonaro destacou a importância estratégica do Brasil no cenário internacional, citando sua vasta extensão territorial, população de mais de 220 milhões de habitantes e riqueza em recursos naturais, como água doce, terras agrícolas e energéticos.

O senador argumentou que o Brasil pode ser crucial para reduzir a dependência dos Estados Unidos em relação à China, especialmente no fornecimento de minerais críticos como as terras raras, essenciais para tecnologias avançadas e defesa. “Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana se torna impossível”, pontuou.

Em contrapartida, Flávio criticou a atual política externa brasileira sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ao exibir fotos de Lula com Nicolás Maduro, o senador acusou o Brasil de se aproximar da China e atuar contra pautas defendidas por Washington, como em relação à Venezuela, Irã e Cuba.

Um episódio recente mencionado foi o cancelamento do visto de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado dos EUA, após este manifestar interesse em visitar Jair Bolsonaro. Flávio viu o caso como um símbolo da tensão nas relações bilaterais.

Flávio Bolsonaro assume pré-candidatura presidencial

O senador reafirmou sua pré-candidatura à Presidência em 2026, decisão tomada, segundo ele, a pedido de seu pai, visando a continuidade de um projeto político conservador. Ele declarou estar construindo uma ampla base de apoio com empresários, jovens e famílias.

Caso eleito, Flávio Bolsonaro pretende retomar pautas do governo de seu pai, como o combate ao crime organizado, a oposição à agenda ambiental e a defesa de valores tradicionais, além de buscar reaproximar o Brasil dos Estados Unidos.

Apelo por Eleições Livres e Justas

Na parte final de seu discurso, Flávio Bolsonaro fez um apelo à comunidade internacional. Ele pediu atenção e monitoramento do processo eleitoral brasileiro, ressaltando que não deseja interferência externa, mas sim a garantia de “eleições livres e justas”.

“Não queremos interferência nas eleições brasileiras, como a administração Biden fez para trazer Lula ao poder”, declarou. O senador pediu que governos e instituições do “mundo livre” observem o processo, monitorem a liberdade de expressão e exerçam pressão diplomática para o bom funcionamento das instituições.

“Se nosso povo puder se expressar livremente e se os votos forem contados corretamente, vamos vencer”, concluiu Flávio, expressando o desejo de retornar ao evento como presidente do Brasil e celebrar uma “forte aliança conservadora no hemisfério ocidental”.

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