Um mês de conflito Irã-EUA: as declarações de vitória de Trump em meio à persistência da guerra

O confronto entre Estados Unidos e Irã, que já dura um mês, não demonstra sinais de arrefecimento. Apesar disso, o presidente americano, Donald Trump, tem declarado repetidamente que seu governo saiu vitorioso.

Desde os primeiros dias de março, poucos dias após os bombardeios iniciais em Teerã, Trump passou a afirmar publicamente que os EUA haviam derrotado o Irã. Essas declarações contrastam com a realidade, onde a troca de ataques persiste e as negociações por um cessar-fogo não avançam.

Do lado iraniano, o discurso é de resistência, com o país mantendo bombardeios contra Israel e aliados americanos. Conforme informações divulgadas, Trump insiste na narrativa de que o Irã foi destruído, perdeu sua liderança e busca um acordo para encerrar o conflito.

Primeiras declarações de vitória e a alegação de destruição total

Apenas três dias após o início da guerra, Trump já declarava que, embora a ofensiva pudesse durar semanas, “praticamente tudo” no Irã já havia sido destruído. Questionado sobre a sucessão da liderança iraniana, o presidente americano expressou o desejo por um novo líder do próprio país, mas lamentou que “a maior parte das pessoas que tínhamos em mente” tivessem morrido.

Rendiçõa incondicional e o Irã como “O Perdedor do Oriente Médio”

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump mencionou pela primeira vez a possibilidade de um acordo, mas impôs como condição a “rendição incondicional” do Irã. Ele afirmou que os EUA e seus parceiros trabalhariam “incansavelmente para tirar o Irã da beira da destruição”.

Trump provocou, declarando que o Irã não era mais o “valentão do Oriente Médio”, mas sim “O Perdedor do Oriente Médio”, prevendo que continuaria assim por décadas até se render ou entrar em colapso total.

“Guerra praticamente concluída” e a ameaça de ataques mais fortes

Em entrevista a uma emissora americana, Trump afirmou que os Estados Unidos estavam “muito à frente” do cronograma previsto para o fim do conflito, considerando a guerra “praticamente concluída”. Segundo ele, o Irã já não possuía mais Marinha ou Força Aérea para atacar ou se defender.

No mesmo dia, apesar de minimizar o poder bélico iraniano, Trump ameaçou atacar o Irã “20 vezes mais forte” caso o Estreito de Ormuz não fosse liberado, alegando que o país seria incapaz de se reconstruir.

Liderança iraniana “derrubada duas vezes” e neutralização militar

Após notícias sobre ferimentos do novo líder supremo iraniano, Motjaba Khamenei, em um ataque, Trump se gabou, dizendo que os EUA “derrubaram a liderança iraniana duas vezes”. Ele também declarou que as Forças Armadas americanas neutralizaram a Marinha e as Forças Armadas iranianas “em todas as frentes”.

“Destruição total” militar e econômica, e pressão por petróleo

O presidente dos Estados Unidos afirmou que seu governo estava “destruindo totalmente” o regime do Irã, tanto militar quanto economicamente, e prometeu novos ataques nas redes sociais. “Os Estados Unidos derrotaram e dizimaram completamente o Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras formas, mas os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem”, declarou Trump, aumentando a pressão sobre aliados.

Em um evento em Washington, o republicano disse ter atingido mais de 7 mil alvos iranianos desde o início da guerra, alegando que Teerã “não têm muito mais tiros para dar”.

Vitória iminente e ultimato para o desbloqueio do Estreito de Ormuz

Trump declarou que os EUA estavam “próximos” de atingir seus objetivos militares e que não estava interessado em negociar um acordo, pois a vitória era iminente. “Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado, não é isso que queremos”, disse.

Pressionado pela alta dos preços devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, Trump deu um ultimato: o Irã teria 48 horas para desbloquear a rota, sob pena de os EUA “atacar e obliterar várias usinas de energia” do país.

Irã “morto” e o inimigo interno: a esquerda radical

Trump declarou que o Irã estava morto em uma publicação na Truth Social, voltando seu ataque ao seu partido de oposição, o Democrata. “Agora, com a morte do Irã, o maior inimigo que os Estados Unidos têm é a esquerda radical, altamente incompetente”, afirmou.

“Implorando” por acordo e a incerteza sobre a disposição de negociar

O presidente dos EUA afirmou que “o Irã não tem mais líderes” após os ataques americanos e de Israel, e que Teerã teria concordado em não desenvolver armas nucleares em supostas negociações. Em rede social, Trump disse que o Irã estava “implorando” por um acordo de cessar-fogo, voltando a ameaçar o regime para chegar a um consenso “antes que seja tarde demais”.

Em reunião de gabinete, Trump reiterou que “o Irã está implorando para fazer um acordo”, mas expressou incerteza se ainda estaria “disposto” a isso.

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