Netanyahu não estabelece prazo para o fim do conflito com o Irã e aposta em colapso interno do regime
Em declarações recentes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que não há um **cronograma definido** para o término da guerra contra o Irã. A declaração foi feita durante uma entrevista ao site de notícias americano Newsmax, onde ele também expressou a crença de que o governo iraniano **colapsará internamente**.
Netanyahu destacou que Israel e os Estados Unidos já alcançaram mais da metade de seus objetivos militares no conflito. O foco atual, segundo ele, está em atingir o **estoque de urânio enriquecido** do Irã, um ponto crucial na disputa nuclear.
O premiê israelense também elogiou o presidente dos EUA, Donald Trump, por ter reconhecido precocemente a ameaça representada pelo programa nuclear iraniano. Conforme relatado pela agência de notícias AFP, Netanyahu reiterou que, embora o objetivo da ofensiva atual não seja a queda do regime iraniano, ele acredita que o **regime iraniano deve cair no futuro**.
Pressão americana e resposta iraniana nas negociações
Em paralelo às declarações de Netanyahu, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças contra alvos vitais do Irã, caso um cessar-fogo não seja acordado em breve. Essa pressão por um acordo ocorre simultaneamente à chegada de 2.500 fuzileiros americanos ao Oriente Médio, o que intensifica os temores de uma possível incursão terrestre.
O Irã, por sua vez, considera a proposta de Washington para encerrar a guerra como **”fora da realidade e excessiva”**. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que não houve negociações diretas com os EUA até o momento, apenas mensagens recebidas por meio de intermediários sobre o interesse americano em negociar.
Contradições nas negociações e envio de tropas
No entanto, as falas de Baghaei contradizem as declarações de Trump ao jornal “Financial Times” no domingo. O líder americano indicou que as negociações indiretas com o Irã, mediadas pelo Paquistão, estavam avançando bem e que **”um acordo pode ser feito rapidamente”**.
A chegada de mais tropas americanas ao Oriente Médio, somada à retórica de Trump, aumenta a tensão na região. A posição iraniana, por outro lado, demonstra ceticismo quanto à viabilidade de um acordo nos moldes propostos pelos Estados Unidos, mantendo o impasse nas negociações.