Moro Pede Quebra de Sigilo de Lula e Lulinha na CPMI do INSS e Critica Toffoli

O senador Sergio Moro (União-PR) manifestou nesta segunda-feira (9) a defesa pela quebra de sigilo fiscal e pela convocação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho, Fábio Luís, conhecido como Lulinha, para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS.

A CPMI investiga supostas conexões entre Antônnio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”, e uma amiga de Lulinha, com base em gravações que indicariam o pagamento de valores a um indivíduo chamado Fábio, que parte da comissão acredita ser o filho do presidente.

A declaração de Moro ocorreu durante a feira agrícola Show Rural, no Paraná. O senador criticou a postura da base governista na CPMI, que, segundo ele, atuou contra as investigações. “Afinal de contas, surgiu essa suspeita de que ele recebia uma mesada poupuda do careca do INSS. Se é verdadeiro ou não, temos que apurar. E a base do governo na CPMI atuou contra. Então isso é péssimo”, afirmou.

Suspeitas na CPMI do INSS

As investigações da CPMI do INSS ganharam novo contorno com a menção de gravações que sugerem pagamentos a um “Fábio”. Moro acredita que essa figura possa ser Fábio Luís, filho do presidente Lula. O senador defende que a quebra de sigilo fiscal é um passo necessário para apurar a veracidade dessas suspeitas e esclarecer as alegações.

Fábio Luís, por sua vez, nega qualquer envolvimento em atividades ilícitas. O presidente Lula já declarou ter cobrado explicações do filho sobre a citação de seu nome na comissão, demonstrando preocupação com os desdobramentos do caso.

Críticas a Dias Toffoli e o Caso Master

Além da CPMI do INSS, Sergio Moro também dirigiu críticas ao ministro Dias Toffoli em relação ao caso do banco Master. O senador questionou a atuação de Toffoli como relator e defendeu que o caso seja remetido à primeira instância da Justiça ou redistribuído para outro relator.

Moro apontou um “aparente conflito de interesse” que, em sua visão, impede a permanência de Toffoli na relatoria. Ele sugeriu que a CPI do Crime Organizado, em andamento no Senado, poderá ser utilizada após o Carnaval para realizar diligências relacionadas ao caso Master, buscando avançar nas investigações.

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