Lula critica postura de senadores e busca maioria no Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou preocupação com a dificuldade de governar sem uma base sólida no Senado, comparando a postura de senadores com mandatos de oito anos à de alguém que “pensa que é Deus”.

Em entrevista à TV Cidade, no Ceará, Lula afirmou que a formação de uma maioria no Congresso é um dos principais objetivos de sua campanha, visando evitar que senadores criem obstáculos para o governo.

“Um governador mantém relação civilizada com o presidente da República porque o governador também precisa do presidente. Mas um senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E ele pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação dentro do senado. E isso é o que nós fazemos”, declarou o presidente.

Eleições de 2024: 54 vagas em disputa e alianças estratégicas

Nas eleições deste ano, um total de 54 das 81 vagas do Senado estarão em jogo, o que representa uma oportunidade significativa para o governo ampliar sua representatividade na Casa.

O governo aposta na candidatura de diversos ministros para fortalecer sua bancada no Senado. Lula ressaltou a importância de construir alianças, mesmo com aqueles que pensam diferente, para viabilizar a construção de projetos para o país.

“Não se faz composição apenas com quem você gosta. Quem você gosta já está com você. Tem que fazer composição com as pessoas que pensam diferente, mas que são capazes de construir minimamente um projeto para o país”, explicou o presidente.

Ministros deixam Esplanada para disputar o Senado

Entre os ministros que deixam suas pastas para concorrer às eleições, ao menos sete devem se candidatar a uma vaga no Senado. Entre eles, destacam-se nomes como Rui Costa (PT-BA), da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), da Secretaria de Relações Institucionais, Simone Tebet (PSB-SP), do Planejamento, e Marina Silva (Rede-SP), do Meio Ambiente.

A movimentação visa fortalecer a presença do governo na Câmara Alta e garantir maior apoio às pautas do executivo.

Declaração de Lula e a indicação de Jorge Messias ao STF

A declaração de Lula sobre os senadores ocorreu no mesmo dia em que o governo oficializou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A nomeação de Messias ao STF havia sido feita por Lula em novembro do ano passado, mas a mensagem ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi adiada devido à resistência ao nome do AGU.

O processo de aprovação de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) requer o apoio de 14 dos 27 senadores. Posteriormente, no plenário do Senado, são necessários ao menos 41 votos para a confirmação da indicação, um cenário que pode ser influenciado pelas declarações recentes do presidente sobre a relação com os parlamentares.

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