Trump renova críticas ao sistema eleitoral dos EUA e apela por reforma

O ex-presidente Donald Trump voltou a expressar fortes críticas ao sistema eleitoral americano, classificando as eleições como “fraudadas, roubadas e motivo de chacota no mundo todo”. Em resposta a essa visão, ele propôs uma reforma substancial através do projeto Save America Act (Lei Salve a América), buscando o apoio dos republicanos no Congresso para sua aprovação.

As propostas de Trump foram detalhadas em seu perfil na Truth Social, focando em três pilares principais para a reforma eleitoral. A primeira exigência é a apresentação de documento de identificação por todos os eleitores. Em segundo lugar, ele defende que os eleitores comprovem a cidadania americana.

A terceira e última exigência de Trump visa o fim do voto por correio, com exceções pontuais para casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagens. Essas mudanças propostas surgem em um momento crucial, meses antes das eleições de meio de mandato, que são determinantes para a influência futura do ex-presidente.

O que propõe o Save America Act?

O projeto Save America Act, que já está em análise no Congresso há anos, visa alterar a Lei Nacional de Registro Eleitoral de 1993. A proposta central é exigir comprovação de cidadania para o registro e o voto em eleições federais. Essa medida tem sido alvo de críticas por parte dos democratas, que a consideram uma tentativa de privar milhões de eleitores elegíveis do direito ao voto.

A versão inicial do projeto estipula que os americanos deveriam comprovar pessoalmente sua cidadania para se registrar para votar em eleições federais. Adicionalmente, seria implementada a exigência de documento de identidade com foto para o ato de votar. Republicanos já tentaram aprovar versões anteriores desta medida em ambas as casas legislativas, mas a iniciativa enfrentou obstáculos, especialmente no Senado.

Pressão para aprovação antes das eleições de meio de mandato

O apelo de Trump por uma reforma eleitoral ganha força diante da proximidade das eleições de meio de mandato, cruciais para medir a influência do ex-presidente e definir os rumos de sua administração nos próximos dois anos. A pressão legislativa republicana ocorre em paralelo a ações federais, como as exigências da procuradora-geral Pam Bondi por listas de eleitores e investigações eleitorais conduzidas pela diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard.

A defesa de Trump pela “nacionalização” das eleições, retirando a autoridade dos estados e centralizando a responsabilidade no governo federal, também tem sido um ponto de destaque em suas recentes declarações. Ele sugeriu que sua administração deveria supervisionar as eleições de meio de mandato, atualmente organizadas pelos estados, evidenciando seu desejo por maior controle sobre o processo eleitoral.

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