Petro denuncia tentativa de assassinato e relata fuga de quatro horas na Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez uma revelação chocante durante reunião de Conselho de Ministros em Montería, no departamento de Córdoba. Ele afirmou ter escapado de uma tentativa de assassinato que vinha ocorrendo há dois dias, o que o obrigou a realizar uma rota alternativa de quatro horas em seu helicóptero, acompanhado de seus filhos.

A declaração, transmitida ao vivo, detalhou que o pouso inicialmente previsto em Montería, na noite de segunda-feira (9), foi abortado por receio de que o helicóptero fosse alvo de disparos. A situação se repetiu na terça-feira (10), forçando o presidente a buscar um local seguro por via marítima, longe da rota planejada.

Petro atribuiu a ameaça a uma “nova junta do narcotráfico”, que, segundo ele, busca assassiná-lo desde o início de seu mandato em agosto de 2022. As informações foram divulgadas pelo próprio presidente e repercutidas em diversos meios de comunicação, conforme apurado em fontes jornalísticas. O episódio ocorre em um momento de crescente violência política no país.

Ameaça ligada ao narcotráfico e dissidentes armados

O presidente colombiano detalhou que o suposto plano de assassinato estaria orquestrado por narcotraficantes que vivem no exterior, em conjunto com dissidentes armados. Petro citou especificamente grupos liderados por “Iván Mordisco” como parte da trama. Ele expressou o temor de que o helicóptero, onde estavam seus filhos, pudesse ser atingido.

“Tenho que confessar que venho há dois dias escapando de que me matem. Por isso, ontem à noite não pude chegar (em Montería). Não consegui aterrissar onde deveria aterrissar. Nem sequer acenderam as luzes”, declarou Petro durante a transmissão, evidenciando a gravidade da situação enfrentada.

Contexto de violência política e eleições

As declarações de Gustavo Petro ocorrem em um cenário de aumento da violência política na Colômbia, a poucos meses das eleições presidenciais. Vale ressaltar que Petro não pode concorrer à reeleição, de acordo com a legislação colombiana. O incidente também se soma à recente denúncia do desaparecimento temporário da senadora indígena Aida Quilcué e de sua equipe de segurança no departamento de Cauca, embora a parlamentar tenha sido localizada horas depois.

Histórico de denúncias de ameaças

Esta não é a primeira vez que o presidente Petro levanta suspeitas sobre planos para tirá-lo do poder. Em 2024, ele já havia afirmado que um suposto plano para assassiná-lo o impediu de participar do desfile militar de 20 de julho daquele ano. O presidente tem sido alvo de ameaças desde o início de seu mandato, em agosto de 2022, ligadas a grupos criminosos que buscam desestabilizar o governo.

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