Rússia critica “práticas neocoloniais” dos EUA em Cuba e Venezuela, acusando Washington de “pressão máxima” e intervenções.

A Rússia, que tem expandido seu território com políticas coloniais e invasões, incluindo a ocupação de grande parte da Ucrânia, lançou fortes acusações contra os Estados Unidos nesta terça-feira (10). Moscou alega que Washington tem adotado “práticas neocoloniais” contra Cuba e Venezuela, intensificando a retórica de confronto entre as potências.

Em uma mensagem de vídeo divulgada pela diplomacia russa, o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, declarou que a Rússia está focada na luta contra qualquer prática neocolonial, abrangendo desde medidas coercitivas unilaterais até intervenções militares. Ele reafirmou a solidariedade com os povos da Venezuela e de Cuba, enfatizando que apenas eles devem ter o direito de escolher seu próprio destino, em um contexto onde ambos os países, assim como a Rússia, são governados por regimes autoritários.

O embaixador russo em Havana, Viktor Koronelli, também expressou preocupação em declarações à agência de notícias Tass. Ele observou com “grande preocupação a situação na região da América Latina e do Caribe”, alertando que o aumento da pressão e da retórica agressiva por parte de Washington, especialmente contra Cuba, mina a segurança e a estabilidade regional.

Moscou acusa EUA de “sufocar” Cuba economicamente com bloqueio e restrições.

Koronelli detalhou que a estratégia de “pressão máxima” dos Estados Unidos contra Cuba e as recentes restrições unilaterais têm um único objetivo: sufocar a ilha economicamente. Ele rejeitou categoricamente as ações contra um país que enfrenta uma situação difícil, atribuída ao “criminoso bloqueio comercial, econômico e financeiro imposto há quase 70 anos”.

A Rússia viu um aumento nas tensões após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, aliado de Moscou, ter sido supostamente capturado em uma operação militar dos EUA no início de janeiro. Posteriormente, o presidente americano, Donald Trump, anunciou tarifas sobre produtos importados de países que enviassem petróleo para Cuba, intensificando as sanções econômicas.

EUA justificam sanções citando ameaça de espionagem russa e chinesa em Cuba.

Em sua ordem executiva, Trump citou que Cuba representa uma ameaça para os Estados Unidos por servir de base para espionagem da Rússia e da China no Hemisfério Ocidental. O presidente americano afirmou que a ilha abriga a “maior instalação de inteligência de sinais da Rússia no exterior”, que tenta roubar informações sensíveis de segurança nacional dos Estados Unidos.

Além disso, Trump destacou que “Cuba continua a construir uma profunda cooperação em inteligência e defesa com a República Popular da China”, justificando assim as medidas adotadas. A retórica de Washington aponta para um cenário de crescente rivalidade geopolítica na região, com acusações mútuas de interferência e práticas expansionistas.

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