Flávio Bolsonaro lança ideia de “AFTA”, um acordo de livre comércio com EUA e México, ecoando parceria de Milei e criticando aproximação com a China
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou uma proposta ambiciosa durante uma live: a criação de um **”AFTA”**, um Acordo de Livre Comércio das Américas. A ideia seria expandir o modelo do NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio), incluindo o Brasil.
A sugestão surge em um momento de tensões comerciais e críticas à política externa brasileira. Flávio Bolsonaro tem defendido um alinhamento mais forte com os Estados Unidos, criticando o que ele chama de “vexame internacional” do governo Lula com a China.
O senador busca inspirar-se em acordos recentes firmados entre governos republicanos e países latino-americanos, como o que beneficiou a Argentina sob a presidência de Javier Milei. A proposta visa fortalecer laços econômicos no continente, buscando novas oportunidades de investimento e comércio para o Brasil. Conforme informação divulgada pelo senador em live nesta quarta-feira (8).
O “AFTA”: um novo NAFTA para as Américas
Flávio Bolsonaro explicou que sua visão para um novo tratado comercial seria cortar a letra “N” do NAFTA, transformando-o em “AFTA”, um **Acordo de Livre Comércio das Américas**. O objetivo é criar uma “avenida de oportunidades” para atrair investimentos dos Estados Unidos para o Brasil, aproveitando a complementaridade econômica entre as nações.
Acordo com Milei como modelo de sucesso
Como exemplo de sucesso, o senador citou o acordo firmado entre a gestão republicana e o presidente argentino, Javier Milei, em fevereiro. Este acordo resultou na **redução de tarifas para centenas de produtos argentinos** que entram nos EUA, além de garantir acesso a minerais críticos. “O presidente Milei da Argentina conseguiu um acordo com os EUA que, para centenas de produtos, a tarifa é zero”, destacou Flávio.
Críticas à política externa de Lula e alinhamento com os EUA
As declarações de Flávio Bolsonaro ocorrem um dia após ele criticar, em outra transmissão ao vivo, a aproximação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a China. O senador acusou a gestão petista de ter um posicionamento **”antiamericano”**, priorizando o alinhamento com Pequim em detrimento de uma relação pragmática com os Estados Unidos.
“Todo mundo está vendo o vexame que Lula está passando na área internacional. A todo momento ele lambe as botas da China e taca pedra nos EUA”, afirmou o parlamentar, reforçando sua visão de um Brasil mais alinhado com Washington e buscando **oportunidades comerciais diretas** com os norte-americanos.
Impacto das tarifas americanas e a busca por alternativas
A proposta do “AFTA” também surge em um contexto onde o Brasil pode enfrentar tarifas de importação impostas pelo governo dos EUA, como a cogitada taxa de 25% sobre produtos brasileiros. A participação de Flávio Bolsonaro em uma audiência pública em Washington, tratando deste tema, evidencia a **preocupação com as relações comerciais bilaterais** e a busca por soluções que protejam os interesses brasileiros.