Taiwan alerta que China busca aniquilar sua soberania através de pressão política e diplomática

Autoridades de Taiwan expressaram forte preocupação nesta terça-feira, 10, afirmando que a China continental está empregando uma estratégia deliberada para **aniquilar a soberania da ilha**. A tática central envolve a imposição do princípio de “uma só China” e a reiteração do chamado “consenso de 1992”.

Segundo o governo taiwanês, essa abordagem, defendida por Pequim, tem como objetivo final a eliminação completa da autonomia de Taiwan. O Conselho de Assuntos do Continente de Taiwan detalhou que a retórica chinesa em recentes conferências de trabalho sobre a ilha representa a continuação de uma política antiga com o propósito de absorção total.

As declarações foram divulgadas pelo jornal Taipei Times, que citou o Conselho de Assuntos do Continente. A agência estatal chinesa Xinhua, por sua vez, reportou que Wang Huning, uma figura proeminente do Partido Comunista Chinês, destacou a necessidade de avançar na “grande causa da reunificação nacional”.

Pequim Reafirma Princípios de Unificação e Combate ao Separatismo

Wang Huning, que também preside a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, enfatizou a importância de apoiar as forças “patrióticas prós-reunificação” em Taiwan. Ele também mencionou a necessidade de combater o que Pequim descreve como “separatismo e interferência externa”. Essas declarações foram feitas durante a Conferência de Trabalho sobre Taiwan.

A agência Xinhua informou que Wang reiterou o compromisso com o princípio de “uma só China”. Este princípio, juntamente com o “consenso de 1992”, é a base da política de Pequim. O “consenso de 1992” é um acordo político que reconhece a existência de uma única China, embora com interpretações distintas por ambos os lados do Estreito de Taiwan.

Taiwan Vê Divisão Interna como Objetivo da China

Em resposta às ações e declarações de Pequim, o Conselho de Assuntos do Continente de Taiwan afirmou que o apoio do Partido Comunista Chinês às forças pró-reunificação na ilha é uma estratégia para aprofundar as “divisões internas”. A proposta de que “patriotas” governem Taiwan também foi vista como um indicativo dessa tática.

O órgão taiwanês declarou que continuará monitorando atentamente as ações da China continental. O governo de Taiwan assegura que responderá de forma pragmática para proteger a soberania e a segurança nacional da ilha. A situação permanece tensa, com Taiwan reafirmando sua determinação em defender sua autonomia diante da crescente pressão de Pequim.

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