Crise no Governo Trabalhista do Reino Unido se Aprofunda com Nova Renúncia

A instabilidade política no Reino Unido parece não dar trégua ao governo do primeiro-ministro Keir Starmer. Nesta quinta-feira (12), o governo trabalhista britânico confirmou a saída de mais um membro de sua gestão: Chris Wormald, secretário do gabinete e diretor do Serviço Civil.

A demissão de Wormald ocorre por “mútuo acordo” e marca a terceira baixa em menos de uma semana, aumentando a pressão sobre a liderança de Starmer. Rumores na imprensa britânica já indicavam insatisfação do premier com o desempenho do agora ex-secretário.

Esta sequência de saídas levanta sérias questões sobre a coesão e a capacidade de gestão do governo trabalhista. A situação é agravada por pesquisas de opinião desfavoráveis ao premier, que apesar disso, tem afirmado que não renunciará ao cargo.

Wormald Deixa Cargo Após Curto Período e Histórico de Saídas

Chris Wormald estava no cargo de secretário do gabinete desde dezembro de 2024, tornando-se, assim, o secretário de gabinete britânico com o menor tempo de atuação na história do país. Sua saída, anunciada nesta quinta-feira, segue uma onda de renúncias que abalaram a estrutura governamental.

Em comunicado oficial, Starmer expressou gratidão a Sir Chris por seus mais de 35 anos de carreira no serviço público e pelo apoio prestado. “Concordei com ele que deixará o cargo de secretário do gabinete hoje. Desejo-lhe tudo de bom para o futuro”, declarou o primeiro-ministro.

Premier Já Perdeu Chefe de Gabinete e Diretor de Comunicação em Dias Consecutivos

A saída de Wormald se soma às renúncias de Morgan McSweeney, chefe de gabinete e principal assessor de Starmer, no domingo (8), e de Tim Allan, diretor de Comunicação, na segunda-feira (9). Essa sucessão de baixas em posições chave evidencia a turbulência interna no governo.

A renúncia de McSweeney veio após a revelação de que ele havia recomendado a nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos em fevereiro de 2025. Mandelson foi afastado do cargo em setembro devido à extensão de seus vínculos com o financista Jeffrey Epstein, que enfrentava acusações de tráfico sexual de menores.

Já Tim Allan alegou que sua saída visava “permitir que se construa uma nova equipe em Downing Street”, referência à residência oficial do primeiro-ministro britânico. A série de eventos levanta questionamentos sobre a linha de sucessão e a estabilidade da liderança de Starmer.

Oposição e Aliados Pedem Renúncia de Starmer em Meio à Crise

Apesar das renúncias, a oposição e até mesmo aliados de Starmer, como Anas Sarwar, líder do Partido Trabalhista Escocês, têm intensificado os pedidos pela renúncia do primeiro-ministro, que ocupa o cargo desde 2024. A pressão aumenta a cada dia com a continuidade das crises.

Starmer, contudo, tem mantido sua posição, afirmando que não pretende deixar o cargo, mesmo diante de pesquisas de desaprovação que indicam um cenário desafiador para o governo trabalhista. A situação política no Reino Unido segue em desenvolvimento, com atenção voltada para os próximos passos de Starmer e a reação pública.

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