ACM Neto ataca chapa pura do PT ao Senado na Bahia e levanta crise com o PSD

O vice-presidente nacional do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, **criticou duramente a articulação do PT** para lançar uma chapa pura ao Senado Federal na Bahia. A estratégia petista visa garantir as duas vagas com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o atual senador Jaques Wagner (PT-BA).

Segundo ACM Neto, a decisão do PT configura uma **traição ao senador Ângelo Coronel (PSD-BA)**. Ele argumenta que Coronel teria o direito legítimo de buscar a reeleição, especialmente após anos de serviço ao estado, incluindo passagens pela presidência da Assembleia Legislativa e pelo Senado.

A declaração foi feita durante um evento no carnaval de Salvador, onde ACM Neto também ironizou as comemorações de aniversário do PT. Ele sugeriu que o presidente Lula não saiu satisfeito da Bahia, pois teria encontrado um público restrito, e que o evento de aniversário não foi uma coincidência.

Ângelo Coronel fora do PSD e busca por novo partido

Em decorrência da articulação do PT, **Ângelo Coronel se vê pressionado a deixar o PSD**. De acordo com o próprio senador, ele foi retirado de funções partidárias e orientado a buscar outra sigla para viabilizar sua candidatura. O senador Otto Alencar (PSD-BA) teria comunicado a Coronel que sua permanência na legenda seria insustentável.

Até o momento, Coronel **não definiu para qual partido irá migrar**. A indefinição ocorre em um cenário eleitoral já acirrado, onde outras candidaturas ao Senado já se apresentam, como a do ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), do deputado Márcio Marinho (Republicanos) e do ex-deputado federal Aroldo Cedraz (sem partido).

Disputa acirrada para o Governo da Bahia e Senado

A briga pelas vagas no Senado na Bahia promete ser intensa. Além dos nomes já citados, a disputa pelo governo do estado também se desenha com força. ACM Neto é um dos prováveis candidatos a desafiar o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT).

Outros nomes que devem compor o cenário eleitoral baiano incluem José Carlos Aleluia (Novo) e Kleber Rosa (PSOL) na corrida pelo governo. A complexidade da política baiana se reflete nas alianças e nas movimentações partidárias.

PSD com representação ministerial e futuro incerto

Apesar da situação de Ângelo Coronel, o PSD mantém uma presença significativa no governo federal. Atualmente, o partido conta com **três ministros**: Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Pesca e Aquicultura).

A saída de Coronel do partido, caso confirmada, pode gerar novas dinâmicas nas alianças políticas. A **crise entre PT e PSD** na Bahia, evidenciada pelas declarações de ACM Neto, demonstra os desafios na construção de chapas e a força das articulações políticas regionais.

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