Aliado de Trump aponta Alexandre de Moraes como culpado pelo estado de saúde de Bolsonaro
O ex-assessor e aliado do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, fez declarações contundentes nesta sexta-feira (13), culpando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pelos problemas de saúde que levaram Jair Bolsonaro a ser internado em estado grave em Brasília. Miller expressou suas preocupações com a saúde de Bolsonaro e utilizou termos duros contra o ministro.
As declarações de Miller surgiram após ele compartilhar uma postagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na publicação original, o senador informava sobre o mal-estar do pai durante a madrugada, que acordou com calafrios e episódios de vômito, pedindo orações para que o quadro não fosse grave.
Conforme informação divulgada por Jason Miller, ele escreveu em sua rede social X: “Rezamos pelo seu pai, Flávio. Que ninguém esqueça que a única razão pela qual ele está passando por isso é por causa do corrupto ministro do STF Alexandre de Moraes”. O post também marcou o perfil oficial do Supremo Tribunal Federal na plataforma.
Bolsonaro em estado grave: detalhes da internação
Na tarde desta sexta-feira, o médico Brasil Caiado confirmou que o estado de saúde de Jair Bolsonaro é considerado grave. A previsão é de que o ex-presidente permaneça internado por, no mínimo, uma semana. A informação foi divulgada em boletim pelo Hospital DF Star.
Segundo o boletim médico, Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. Ele está recebendo tratamento intensivo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e está em uso de antibioticoterapia venosa, além de suporte clínico para sua recuperação.
Causas da pneumonia e quadro clínico
O médico Brasil Caiado explicou que o quadro de saúde de Bolsonaro foi provocado por uma aspiração. Essa aspiração ocorreu em decorrência de refluxo, associado a condições como esofagite, gastrite e refluxo gastroesofágico. Essa condição, segundo os especialistas, pode levar ao desenvolvimento de infecção pulmonar aguda.
Caiado ressaltou que a pneumonia atual apresentada pelo ex-presidente é mais intensa do que episódios anteriores. Por essa razão, o quadro exige um acompanhamento médico constante e rigoroso para garantir a melhor assistência possível ao paciente.