Ex-presidente Jair Bolsonaro deixa UTI e apresenta melhora, mas ainda sem data para alta hospitalar
O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) demonstrou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, marcando um avanço em seu estado de saúde. Ele foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para uma unidade semi-intensiva no Hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira (16).
Apesar da evolução positiva, Bolsonaro segue internado e ainda não há previsão de quando receberá alta médica. A internação, que começou na última sexta-feira (13), foi motivada por um quadro de pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de um episódio de broncoaspiração.
A equipe médica divulgou um boletim informando sobre a recuperação da função renal e uma melhora parcial nos marcadores inflamatórios, indicando que o tratamento com antibióticos está surtindo efeito. Conforme informação divulgada pela equipe médica, Bolsonaro vinha recebendo suporte clínico intensivo, além de fisioterapia respiratória e motora.
Evolução do quadro clínico e tratamento
Na sexta-feira, Bolsonaro deu entrada no hospital com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios, sendo imediatamente encaminhado à UTI. Nos dias seguintes, o quadro apresentou oscilações. No sábado, houve piora na função renal e aumento de marcadores inflamatórios, embora o ex-presidente permanecesse clinicamente estável.
No domingo, os médicos registraram melhora na função renal, mas detectaram nova elevação nos níveis de inflamação. Isso levou à intensificação do tratamento com antibióticos e à ampliação das sessões de fisioterapia respiratória e motora, buscando acelerar a recuperação.
Transferência para unidade semi-intensiva
A transferência para a unidade semi-intensiva foi confirmada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por meio de suas redes sociais, por volta das 14h50 desta segunda-feira. A mudança indica uma resposta positiva ao tratamento e uma menor necessidade de monitoramento intensivo.
Pressões por prisão domiciliar
A internação de Jair Bolsonaro também reacendeu discussões sobre a possibilidade de prisão domiciliar por razões humanitárias. Aliados e familiares têm defendido essa medida diante do estado de saúde do ex-presidente, argumentando que as condições clínicas justificariam tal concessão.
Apesar da evolução positiva nas últimas horas, o boletim médico divulgado nesta segunda-feira reforça que ainda não há uma data definida para a alta hospitalar de Bolsonaro, que segue em observação e tratamento contínuo.