Defesa de Bolsonaro reage a laudo da PF e busca parecer médico para manter ex-presidente em prisão domiciliar humanitária
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) minimizou nesta sexta-feira (6) as conclusões de um laudo médico elaborado por peritos da Polícia Federal (PF). Segundo os advogados, o documento não determina expressamente a permanência do ex-presidente na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.
Os representantes legais de Bolsonaro aguardam agora o parecer técnico do cirurgião Cláudio Birolini, que foi autorizado a acompanhar a perícia como assistente. A expectativa é que este novo laudo reforce o pedido de prisão domiciliar humanitária, argumentando que a saúde do ex-presidente necessita de cuidados mais específicos.
O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes deu um prazo de cinco dias para que a defesa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o relatório da PF. Conforme informação divulgada pela defesa, o laudo da PF foi solicitado com urgência após uma piora no quadro de saúde de Bolsonaro nos últimos dias.
PF aponta necessidade de cuidados, mas não impede permanência na Papudinha
A Polícia Federal, em seu laudo, considerou que a saúde de Jair Bolsonaro demanda atenção e cuidados específicos. No entanto, os peritos concluíram que o ex-presidente pode continuar cumprindo sua pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, a Papudinha.
Apesar de reconhecer a necessidade de cuidados, a defesa de Bolsonaro foca em um trecho do laudo que, segundo eles, indica que a falta de assistência médica constante pode levar a uma “descompensação clínica súbita”, com risco de morte. Os advogados ressaltam que o próprio documento da PF aponta para esse risco.
Risco de quedas e necessidade de investigação diagnóstica são destacados
Os peritos da PF também apontaram que Bolsonaro apresenta sinais e sintomas neurológicos que “aumentam o risco potencial de novos episódios de queda”. Por essa razão, o laudo sugere a necessidade de uma “investigação diagnóstica” mais aprofundada.
O documento da PF menciona as comorbidades do ex-presidente, que contribuem para o quadro de saúde avaliado. A apresentação deste laudo é vista pela defesa como essencial para viabilizar a análise do pedido de prisão domiciliar humanitária.
Defesa busca parecer de médico assistente para embasar pedido de prisão domiciliar
A estratégia da defesa de Jair Bolsonaro é utilizar o parecer do médico assistente técnico, Cláudio Birolini, como principal argumento para sustentar o pedido de prisão domiciliar humanitária. A expectativa é que o cirurgião apresente uma visão técnica que reforce a necessidade de um ambiente mais adequado para o tratamento do ex-presidente.
A juntada do laudo pericial aos autos foi considerada pela defesa como um passo fundamental para dar prosseguimento à análise do caso. Sem a análise completa e o parecer do assistente técnico, a defesa acredita que o pedido de prisão domiciliar humanitária não poderá ser devidamente avaliado pelas autoridades.