Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgou nas redes sociais uma carta escrita de próprio punho pelo marido declarando apoio ao deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) para a vaga no Senado por Mato Grosso do Sul. A publicação ocorreu neste sábado (28), após Michelle visitar Bolsonaro, que está preso em Brasília.

Na missiva, Jair Bolsonaro afirmou que em breve apresentará uma lista com os pré-candidatos do PL ao Senado em todo o país. Ele adiantou que, para Mato Grosso do Sul, o escolhido é Marcos Pollon, justificando a decisão pelo “caráter, honra e dedicação” do deputado federal.

Este endosso reforça a influência de Bolsonaro nas definições partidárias, mesmo durante seu período de reclusão. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, já havia indicado que as candidaturas ao Senado e a governos estaduais passariam pelo aval do ex-presidente.

A decisão sobre o nome para o Senado em Mato Grosso do Sul vinha sendo debatida internamente no PL, com outros nomes como Reinaldo Azambuja e Capitão Contar também sendo considerados. A divulgação da carta de Bolsonaro alinha o partido em torno de Marcos Pollon.

Apoio familiar e polêmicas recentes

Em sua publicação, Michelle Bolsonaro expressou seu carinho e respeito pela família de Marcos Pollon, destacando o papel de sua esposa, Naiane Bittencourt, na construção do PL Mulher. Ela confirmou que o deputado é o candidato do partido ao Senado Federal pelo estado.

A declaração surge em um momento de especulações. Nesta semana, vieram à tona anotações de Flávio Bolsonaro que sugeriam que Marcos Pollon teria pedido R$ 15 milhões para não concorrer ao Senado. O deputado negou veementemente a acusação, e Flávio Bolsonaro minimizou as anotações como registros de conversas informais, não decisões consolidadas.

O peso da decisão de Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, já havia afirmado que as composições estaduais do PL estão em discussão há mais de um ano e que nenhuma decisão é tornada pública sem a aprovação de Jair Bolsonaro. Ele indicou que o partido pode lançar até 11 candidaturas próprias a governos estaduais, com maior envolvimento da direção nacional nas definições.

O apoio declarado a Marcos Pollon pelo ex-presidente, mesmo de dentro da prisão, demonstra a força de sua liderança na articulação política do PL e a expectativa de que sua palavra continue a ser determinante nas escolhas estratégicas do partido para as próximas eleições.

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