Investigação do caso Master se estende por todo o ano de 2026 devido à complexidade das provas e ao volume de dados.

A Polícia Federal estima que a investigação sobre o colapso do Banco Master e as atividades de Daniel Vorcaro se estenderá por meses, possivelmente até o ano de 2026. Essa projeção se deve à **enorme complexidade e ao volume de provas digitais** apreendidas, incluindo cerca de 120 dispositivos eletrônicos.

A análise desses dispositivos, especialmente os celulares de Daniel Vorcaro, é um processo **lento e minucioso**. A extração de dados envolve a quebra de senhas, recuperação de arquivos apagados e decodificação de mensagens criptografadas, o que pode levar meses apenas para a conclusão desta etapa.

A operação, denominada Compliance Zero, abrange **suspeitas graves no sistema financeiro e na administração pública**, prometendo desvendar conexões que atingem diferentes esferas do poder em Brasília. Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, a investigação avança com a expectativa de novas revelações.

Crimes apurados na Operação Compliance Zero são diversos e graves.

A investigação é ampla e foca em suspeitas de **gestão fraudulenta do banco, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos**. Outros crimes investigados incluem a emissão de papéis financeiros sem lastro, manipulação de mercado, invasão de computadores e até mesmo intimidação de testemunhas e jornalistas, demonstrando a **amplitude das atividades ilícitas** sob apuração.

Caso Master atinge diferentes áreas do poder em Brasília, com conexões políticas expostas.

Dados preliminares já revelaram **diálogos de Daniel Vorcaro com representantes do Palácio do Planalto, parlamentares de diversos partidos e membros do Judiciário**. O banqueiro transitava com facilidade entre lideranças políticas de diferentes espectros, gerando **grande apreensão na capital federal** sobre quais novos nomes e conexões podem surgir à medida que a perícia nos dispositivos eletrônicos avança.

Linha de investigação envolvendo o Banco de Brasília (BRB) é a mais adiantada.

A Polícia Federal apura se houve fraude em operações nas quais o BRB comprou títulos bilionários ligados ao Banco Master. Embora o BRB afirme colaborar com as autoridades e que suas transações seguiram normas de transparência, esta frente de investigação é considerada a **mais adiantada do inquérito**, com potencial para revelar detalhes cruciais.

Defesa de Daniel Vorcaro nega irregularidades e questiona condução do processo.

A defesa de Daniel Vorcaro nega veementemente qualquer irregularidade e **questiona a condução do processo**, inclusive acionando o STF contra o vazamento de mensagens. Os advogados alegam que Vorcaro foi vítima de uma ação articulada de concorrentes e de setores do Banco Central incomodados com seu crescimento, buscando **esclarecer sua versão dos fatos**.

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