Direita comemora manutenção da quebra de sigilo de Lulinha em CPMI

Parlamentares de direita celebraram a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que manteve a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão ocorreu na tarde desta terça-feira (3) e foi tomada no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS.

Alcolumbre rejeitou um pedido de parlamentares alinhados ao governo que buscava anular a votação que determinou a quebra de sigilo de Lulinha. A medida foi vista pela oposição como uma vitória importante para as investigações em curso na CPMI.

Diversos políticos de direita usaram suas redes sociais para expressar satisfação com o desfecho. As manifestações destacaram a importância da transparência e do cumprimento do regimento para a continuidade dos trabalhos da comissão. A decisão, conforme divulgado por veículos de comunicação, reforça a linha de investigação sobre possíveis irregularidades relacionadas ao INSS.

Vitória “suada” e pressão popular

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) descreveu a decisão como uma vitória “suada” e parabenizou os cidadãos que se mobilizaram. “Parabéns a você que se mobilizou, pois a pressão funcionou e a justiça prevaleceu”, publicou o senador em sua conta na rede social X (antigo Twitter).

O deputado federal Sósthenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, cumprimentou o presidente do Senado, afirmando que a decisão demonstra “respeito” ao Parlamento. Ele acrescentou que “a verdade virá à tona” e que “governo que protege escândalos caminha para a ruína”.

Decisão segue o regimento, dizem parlamentares

O deputado Hélio Lopes (PL-SP) compartilhou a notícia da decisão, com a inscrição “só fez o certo”. Ele argumentou que “contra fatos não há argumentos” e que a CPMI obteve a quebra do sigilo de Lulinha “de forma regimental”, com o presidente do Senado apenas seguindo o que estava previsto.

Marcel van Hattem (Novo-RS), líder do Novo na Câmara, criticou a atuação da base governista durante a sessão, classificando-a como um “erro estratégico”. Ele concluiu que “sigilos quebrados, inclusive o do Lulinha”, e que “documentos dele, do Vorcaro e de tantos outros que ajudaram a roubar os aposentados brasileiros chegarão à CPMI”.

“Ninguém está acima da lei”, afirma Moro

O senador Sergio Moro (União-PR) também repercutiu o fato, postando uma foto sorridente ao lado de Alcolumbre com a legenda “Ninguém está acima da lei”. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou que a decisão de Alcolumbre não foi uma “surpresa”, pois, em sua visão, apenas o regimento da Casa foi cumprido.

A manutenção da quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS representa um desdobramento significativo, com a oposição reforçando seu compromisso com a investigação e a busca por transparência nas ações relacionadas aos fundos de pensão.

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