Eduardo Leite sugere que Senado apure relações de ministros do STF com o banqueiro Daniel Vorcaro, defendendo impeachment se houver ilegalidade.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), manifestou nesta quinta-feira (12) a necessidade de o Senado Federal investigar as relações entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Em um evento em São Paulo, Leite declarou que, caso comprovada a existência de ilegalidades nessas conexões, os ministros devem ser submetidos a processos de responsabilização, incluindo o impeachment.
A declaração surge em meio a um inquérito que apura as ações de Vorcaro e suas possíveis influências. O governador ressaltou a importância de respeitar o devido processo legal, mas enfatizou que a responsabilização é um caminho natural se as irregularidades forem confirmadas.
Avanço institucional para conduta ética no STF
Eduardo Leite também defendeu a busca por soluções institucionais que possam aprimorar o ambiente de conduta no âmbito do STF, visando prevenir futuras falhas éticas. Ele mencionou a necessidade de avançar com um Código de Conduta mais rigoroso.
Segundo o governador, se o próprio Supremo não tomar as medidas necessárias para estabelecer regras de conduta mais severas para seus ministros, o Congresso Nacional terá a responsabilidade de fazê-lo. A proposta de um código de conduta no STF já está em discussão, sob relatoria da ministra Cármen Lúcia, mas ainda aguarda negociação entre os magistrados.
Pré-candidatura e busca por um “novo pacto” político
A fala de Leite ocorre em um momento em que ele anuncia sua pré-candidatura à Presidência da República, através de um manifesto intitulado “Manifesto ao Brasil”. No texto, ele critica a polarização política e propõe um “novo pacto pela governabilidade democrática”.
O governador gaúcho integra um grupo de pré-candidatos presidenciais do PSD, ao lado dos governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás). Leite almeja atrair eleitores da “esquerda não lulista” e da “direita não bolsonarista”, buscando conciliar pautas sociais com a agenda de liberdade econômica.
Outras candidaturas presidenciais do PSD
Ratinho Júnior, também pré-candidato pelo PSD, tem sinalizado uma linha similar, apresentando-se como o “candidato da direita democrática”. Sua plataforma foca no enxugamento da máquina pública, sem, contudo, deixar de lado o cuidado com os mais necessitados.