EUA acusam China, Irã e Coreia do Norte de sustentar a Rússia na invasão à Ucrânia
O governo dos Estados Unidos lançou fortes acusações durante uma sessão especial de emergência na Assembleia Geral da ONU, apontando China, Irã e Coreia do Norte como países que estariam fornecendo suporte crucial para a Rússia em sua invasão à Ucrânia. Segundo Washington, esse apoio tem sido um fator determinante para a continuidade do conflito no leste europeu.
A declaração foi feita pela representante adjunta dos EUA na ONU, Tammy Bruce, que enfatizou a necessidade de todos os Estados-membros da organização colocarem um fim a qualquer tipo de auxílio que facilite a prolongação desta guerra. A diplomata ressaltou que, apesar dos custos já impostos à Rússia, o conflito persiste devido ao suporte de outros países.
Conforme divulgado pela Missão dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Bruce detalhou as contribuições de cada nação. A China é descrita como a “facilitadora decisiva da máquina industrial de guerra da Rússia”, através da exportação de bens de uso dual e da contínua compra de petróleo russo. Já a Coreia do Norte teria fornecido munição, mísseis e até tropas, o que violaria resoluções da própria ONU. O Irã, por sua vez, é acusado de enviar drones e tecnologia militar para Moscou.
China reage às acusações e nega envolvimento direto
Em resposta às alegações americanas, o embaixador chinês na ONU, Fu Cong, afirmou que Pequim **não forneceu armas letais a nenhuma das partes** envolvidas no conflito. Ele assegurou que a China mantém controles rigorosos sobre a exportação de itens de uso dual e se declarou não ser o criador da crise na Ucrânia, nem parte do conflito.
EUA buscam cessar-fogo imediato, mas se abstêm em votação crucial
Apesar de defender um cessar-fogo imediato, os Estados Unidos optaram por se abster na votação de uma resolução apresentada na Assembleia Geral. Washington justificou a decisão argumentando que parte da linguagem utilizada no texto poderia prejudicar as negociações diplomáticas em andamento. A representante americana, Tammy Bruce, expressou otimismo, afirmando que os EUA acreditam estar “mais próximos de um acordo do que em qualquer momento desde que a guerra começou”.
Outras nações também sob escrutínio por apoio à Rússia
Além das principais acusações direcionadas a China, Irã e Coreia do Norte, a diplomata americana também mencionou Cuba. Segundo Bruce, o país caribenho teria contribuído com o envio de tropas e firmado novos acordos de defesa com a Rússia e Belarus. Essas declarações reforçam a tese de que a Rússia conta com uma rede de apoio internacional para sustentar suas operações militares.
Sessão da ONU em meio a aniversário da invasão
A sessão especial de emergência da Assembleia Geral da ONU ocorreu no quarto aniversário da invasão russa à Ucrânia. O foco principal do encontro foi a busca por uma **solução diplomática para o conflito**, evidenciando a pressão internacional para o fim das hostilidades e a necessidade de responsabilização dos envolvidos no apoio à agressão russa.