Plantação de maconha em MG era cultivada por família em meio a cafezal, resultando na prisão de uma mulher e fuga de dois homens.

Uma operação policial em Fervedouro, Minas Gerais, desmantelou uma extensa plantação de maconha com cerca de mil metros quadrados, que estava habilmente camuflada em meio a uma lavoura de café. A descoberta foi feita na última sexta-feira (13), revelando uma operação familiar dedicada ao cultivo da droga.

Durante a ação, uma mulher de 23 anos foi detida. Seu marido, de 27 anos, e o sogro dela, de 61 anos, conseguiram fugir ao perceberem a aproximação dos policiais, embrenhando-se na mata. As autoridades ainda não localizaram os foragidos, que são apontados como os responsáveis pelo terreno.

Conforme detalhado pela polícia, a família utilizava a estratégia de intercalar os pés de maconha entre as plantas de café para dificultar a identificação. A suspeita é que o local servisse apenas para o cultivo, com a droga posteriormente transportada para processamento e distribuição.

Escondida entre o café, a plantação de maconha era protegida por armas

A plantação de maconha, que ocupava aproximadamente mil metros quadrados, estava localizada na zona rural de Fervedouro. A Polícia Militar agiu após receber denúncias, e ao chegar ao local, se deparou com a extensa área de cultivo. A proximidade das residências com a lavoura, a cerca de 100 metros, chamou a atenção.

O casal residia em uma casa amarela próxima ao plantio, situado no Córrego Ribeirão do Jorge. Ao lado, ficava a residência dos pais do homem, que também fugiram. As imagens divulgadas mostram a extensão da plantação e a curta distância para as moradias, evidenciando a audácia dos envolvidos.

Operação apreende rifle, revólver e munições usadas para proteger o cultivo

Além da maconha, a operação policial resultou na apreensão de armas de fogo, que, segundo a corporação, seriam utilizadas para a proteção da plantação. Foram recolhidos um rifle com carregador, um revólver calibre 32 e seis cartuchos intactos. A presença dessas armas reforça a suspeita de que a atividade era organizada e visava garantir a segurança do cultivo ilegal.

A polícia acredita que o local era apenas uma etapa do processo, onde a maconha era cultivada. A expectativa é que a droga fosse levada para outro ponto para ser processada e preparada para o tráfico em larga escala. A investigação busca desarticular toda a rede criminosa envolvida.

Destruição do material apreendido e inquérito policial em andamento

Após a conclusão dos procedimentos técnicos e a coleta de amostras, todo o material apreendido, incluindo a maconha cultivada, será destruído e incinerado, seguindo o que determina a Lei de Drogas. As amostras e as armas foram encaminhadas para a delegacia da Polícia Civil em Muriaé.

Um inquérito policial foi instaurado em Muriaé para apurar todos os detalhes do caso, identificar os demais envolvidos e entender a extensão da rede de tráfico. A polícia segue em busca do homem de 27 anos e de seu pai, de 61 anos, para que respondam pelos crimes cometidos.

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