Flávio Bolsonaro pede renúncia ou impeachment de Alexandre de Moraes após vazamento de mensagens de banqueiro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais defendendo a renúncia do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ou a abertura de um processo de impeachment contra o magistrado no Senado.

Na publicação, o parlamentar compartilhou um vídeo do senador Magno Malta (PL-ES), que critica Alexandre de Moraes e afirma que o ministro não teria mais condições de permanecer no cargo. Flávio Bolsonaro declarou que a saída de Moraes seria necessária para “preservar a democracia e o Judiciário brasileiro”.

As declarações ocorrem após a divulgação de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que teriam citado o ministro do STF em conversas privadas. Conforme informação divulgada pelo g1, Flávio Bolsonaro mencionou que as mensagens indicariam que Moraes teria atuado como “advogado de fato” em determinadas demandas, o que seria incompatível com a função de juiz.

Críticas a Moraes e ao PGR

No vídeo compartilhado por Flávio Bolsonaro, Magno Malta afirma que a reportagem exibida no Jornal Nacional teria contrariado a versão apresentada por Moraes sobre mensagens divulgadas recentemente. “Quem viu hoje à noite o Jornal Nacional viu o fim da máscara de Alexandre de Moraes”, disse o senador.

Segundo Malta, o jornal teria indicado que os aparelhos analisados na investigação foram espelhados pela Polícia Federal e que o número mencionado nas mensagens corresponderia ao do ministro. “Os telefones foram espelhados e o número é de Alexandre de Moraes”, afirmou.

O senador também questionou o fato de o empresário citado nas mensagens ter procurado o ministro em vez de advogados ligados ao caso. “Por que ele não mandou mensagem para a advogada? Ela não está na lista dele. Mas o ministro está”, disse.

Pedido de saída e crime de responsabilidade

Na gravação, Magno Malta pede a saída de Moraes do cargo. “Agora ou renuncia ou precisa ser impeachmado. Isso é crime de responsabilidade”, declarou.

O parlamentar também criticou decisões relacionadas à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e afirmou que o vazamento de informações não teria ocorrido a partir da comissão, mas sim de fontes ligadas à investigação mencionadas pela imprensa. “Não é a CPMI do INSS que está vazando coisa”, disse.

Flávio Bolsonaro criticou ainda o Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, por ainda não ter aberto investigação sobre o caso, e afirmou que as instituições precisam ser preservadas de “pessoas que as envergonham”.

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