Aluna intoxicada em academia onde houve morte reaparece e exige justiça, cobrando investigação sobre segurança na piscina.

Uma semana após a trágica morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, durante uma aula de natação na academia C4 Gym, na Zona Leste de São Paulo, outra aluna que participou do mesmo evento recebeu alta hospitalar e se pronunciou. Letícia Oliveira, de 29 anos, que ficou internada por sete dias, sendo quatro deles na UTI, reencontrou a filha e expressou sua gratidão por estar viva, mas também sua indignação.

Letícia, que estava na mesma aula com a filha de 3 anos, relatou ter sentido um forte odor de cloro no ambiente, um detalhe que, segundo ela, pode ter sido crucial para a intoxicação que afetou diversas pessoas, incluindo seu marido, que também precisou de internação. A academia C4 Gym está sob investigação policial para determinar as causas exatas do incidente.

A sobrevivente fez um apelo emocionante por justiça, destacando o perigo iminente a que dezenas de crianças foram expostas. Ela enfatizou que a tragédia poderia ter sido ainda maior, com mais vítimas fatais, e que a memória de Juliana, descrita como uma pessoa de muita luz, motiva sua busca por respostas e responsabilização. Conforme informação divulgada pelo g1, a academia C4 Gym, na Zona Leste de São Paulo, é investigada pela polícia.

Sobrevivente relata cheiro forte de cloro e teme por outras crianças

Ao deixar o hospital, Letícia Oliveira compartilhou sua experiência e seu alívio por poder contar sua história. “Eu estou muito grata que eu estou aqui hoje para contar essa história e pedir justiça, porque poderia ser minha filha, poderia ser eu, poderiam ser várias crianças que estavam naquela piscina naquele dia, média de 15 crianças,” declarou a aluna, visivelmente emocionada.

Ela reforçou a gravidade da situação ao mencionar que o incidente resultou na morte de Juliana Faustino Bassetto e na internação de outras pessoas, incluindo seu próprio marido, que descreveu ter sentido dificuldade para respirar próximo à borda da piscina. O relato de Letícia levanta sérias questões sobre os protocolos de segurança e a qualidade do ar na piscina da academia.

Academia se pronuncia por meio de advogados e confia na investigação

Os três sócios da academia C4 Gym, Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terraçação, não concederam entrevistas. No entanto, em nota oficial, seus advogados afirmaram que os clientes estão à disposição das autoridades. A defesa expressou confiança de que a investigação será conduzida de forma técnica e imparcial.

A nota ressalta que os sócios confiam que a investigação prosseguirá “de forma técnica, isenta e em estrita observância às garantias constitucionais”, buscando esclarecer todos os fatos relacionados ao ocorrido na unidade da Zona Leste de São Paulo. A comunidade aguarda os desdobramentos da apuração policial.

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