Ex-presidente do Juventus é excluído do Conselho Deliberativo após investigação sobre prejuízo financeiro ao clube.

Antonio Ruiz Gonzalez, ex-presidente do Clube Atlético Juventus, foi afastado de seu cargo no Conselho Deliberativo na noite de segunda-feira (9). A decisão ocorreu após uma apuração interna que apontou a responsabilidade do empresário em um significativo prejuízo financeiro ao clube, estimado em cerca de R$ 800 mil.

Gonzalez, que presidiu o clube entre maio de 2019 e março de 2023, já era alvo de uma investigação da Polícia Civil desde o ano passado por supostos desvios de recursos. A defesa do ex-dirigente não foi encontrada pela reportagem.

As informações, discutidas e registradas em atas do Conselho Deliberativo, indicam que o afastamento de Gonzalez se deu após a comprovação de um prejuízo financeiro de grande impacto à associação. Conforme apurado pelo g1, o caso tem origem em um contrato firmado em 2019 com a empresa CSP–Conlutas.

Contrato de 2019 gera prejuízo milionário ao Juventus

De acordo com o relatório aprovado pelos conselheiros, o ex-presidente teve responsabilidade direta em um prejuízo financeiro considerado de grande monta. O parecer da Comissão de Sindicância aponta que o clube teve que arcar com uma condenação judicial, necessitando buscar o ressarcimento de aproximadamente R$ 800 mil. A apuração interna focou não apenas na rescisão do contrato, mas também nos atos posteriores que teriam contribuído para o dano financeiro ao Juventus.

Disputas judiciais marcaram o processo de exclusão

O processo de exclusão de Antonio Ruiz Gonzalez do Conselho Deliberativo foi marcado por uma intensa disputa judicial. Antes da reunião que analisaria o caso no âmbito político-institucional do clube, foram registradas três tentativas de suspensão ou cancelamento da deliberação, com diferentes argumentos jurídicos. Um dos fundamentos apresentados alegava que o prazo de convocação teria transcorrido durante o período de carnaval.

Apesar das tentativas de suspensão, a tramitação interna foi mantida. O entendimento foi de que o procedimento respeitou as regras estatutárias, e que o ex-presidente teve ciência formal da apuração, apresentou defesa escrita e teve a oportunidade de se defender perante o plenário. O parecer também afastou a tese de perseguição política, reforçando que a sindicância foi resultado de uma deliberação colegiada regular do Conselho Deliberativo.

Afastamento não é por divergência política, mas por responsabilidade financeira

O relatório final concluiu que a exclusão do ex-presidente não se deu por divergências políticas, mas sim como resultado de um procedimento estatutário rigoroso. A investigação buscou apurar a possível responsabilidade de Gonzalez pelo prejuízo financeiro. A própria ata que deu origem à sindicância registra que o Conselho Deliberativo autorizou, por unanimidade, o ingresso de uma ação regressiva para reaver os cerca de R$ 800 mil suportados pelo Juventus em decorrência da condenação judicial ligada ao contrato de 2019.

A Comissão de Sindicância, ao final de sua análise, entendeu que cabia ao plenário do Conselho Deliberativo avaliar a conduta do ex-presidente à luz dos dispositivos estatutários que preveem a perda e o afastamento do mandato em casos de responsabilidade por prejuízos ao clube. A decisão reforça o compromisso do Juventus com a transparência e a responsabilidade na gestão de seus recursos.

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