Marcelo Callado revela ‘Brado’, álbum autoral que marca um “grito de libertação” e encerra trilogia iniciada em 2020.
O cantor, compositor e instrumentista Marcelo Callado, que ganhou notoriedade nacional há 20 anos como baterista da Banda Cê, lança seu novo álbum autoral, intitulado “Brado”, no dia 6 de março, pela gravadora Nublu Records. O trabalho, que conta com capa assinada por Pedro Rocha, é descrito pelo artista como um “grito de libertação do passado”.
Gravado no Rio de Janeiro, cidade natal de Callado, o álbum marca uma nova fase em sua carreira. Pela primeira vez em um disco solo, ele não assina a produção musical, delegando essa função a Paulo Emmery. “Dessa vez, eu queria ouvir mais do que falar”, explica o músico sobre a decisão.
“Brado” é o terceiro e último trabalho de uma trilogia iniciada em 2020 com o álbum “Saída”, seguida por “Hiato” em 2022. Os singles “Mariola” (2025), “Brado” (2025) e “Casca” (2026) anteciparam o lançamento do disco, que promete revisitar e encerrar um ciclo importante na vida e obra de Marcelo Callado. Conforme divulgado pelo próprio artista, “Brado” representa o desfecho de uma fase turbulenta, repleta de inquietações amorosas e altos e baixos.
A colaboração com Paulo Emmery e a busca por um novo som
A parceria com Paulo Emmery foi fundamental para a concepção de “Brado”. Callado conheceu Emmery em 2017 e, desde então, construiu uma relação de amizade e admiração mútua. Emmery já havia colaborado em trabalhos anteriores de Callado, como em duas faixas do álbum “Saída” (2020) e na mixagem de uma música de “Hiato” (2022).
“Conversei com Paulo e, finalmente, em 2024, começamos o processo de gravação de ‘Brado'”, relata Callado. A decisão de não produzir o álbum foi intencional: “Tinha a necessidade de receber mais do que dar, de tirar da minha mão, um pouco pelo menos, as decisões e o controle sobre os caminhos que os processos iriam tomar, tanto sonoramente, quanto do ponto de vista dos arranjos”. Emmery teve total confiança para guiar o álbum ao seu resultado final.
O processo criativo e as faixas que compõem “Brado”
O álbum foi construído gradualmente no estúdio de Emmery, com as bases sendo criadas apenas pelos dois. O processo envolveu a revisão de faixas compostas anteriormente, como “Amiga Lua”, “Encanto”, “Casca” (parceria com Guilherme Lirio), “Pisa Leve” (com Tori e Domenico Lancellotti) e “Mariola”.
Callado resgatou músicas arquivadas, incluindo “Brado” (parceria com Monique Lima), que quase integrou o álbum anterior. Ele também decidiu regravar “Cara ou Coroa”, parceria com Renato Martins, originalmente lançada pela banda Canastra, e “Packing to Leave”, de Nina Becker, que se transformou em “Entre as Estrelas”, com nova letra em português.
Novas parcerias e uma homenagem emocionante
A faixa “Aquário” surgiu de uma parceria com Paulo Emmery, que gravou violão e voz guia para que Callado desenvolvesse a letra. O álbum também conta com a participação de músicos como Thomas Harres, Eduardo Manso, Antonio Dal Bó e Antonio Fischer Band, além das participações especiais de Guilherme Lirio e Tori.
A música “Caio”, uma homenagem ao amigo Caio Paiva, falecido em 2023, foi a última a ser adicionada ao disco. “Uma homenagem ao amigo Caio Paiva, falecido em 2023 e que certamente faria, e porque não, fez, parte desse álbum”, expressou Callado. A canção foi finalizada rapidamente, com a base, overdubs e voz gravados em um dia, e as guitarras de Paulo Emmery e Megan Duus em outro.
“Brado” como encerramento de um ciclo e porta para o futuro
Marcelo Callado descreve “Brado” como um disco muito importante, pois marca o encerramento de uma trilogia que abordou um período de sua vida marcado por inquietações e instabilidade emocional. O ato de “bradar” é visto como um grito para ser ouvido, e este álbum representa um “grito meu de libertação do passado”.
A intenção é que “Brado” abra caminhos para novos trabalhos, amores e experiências, simbolizando uma renovação após um ciclo intenso. A decisão de não se envolver na produção permitiu que Callado se dedicasse mais à composição e à interpretação, resultando em um som que ele descreve como uma necessidade de “ouvir mais do que falar”.