Minas Gerais registra recorde de mortes em período chuvoso, com 80 óbitos confirmados e alerta de desastre na Zona da Mata.
O atual período chuvoso em Minas Gerais se tornou o mais letal dos últimos 20 anos. A tragédia na Zona da Mata elevou o número de mortes para 80, superando todas as estatísticas anteriores registradas entre outubro e março.
A Defesa Civil de Minas Gerais divulgou dados alarmantes que mostram um cenário desolador, com cidades como Juiz de Fora e Ubá severamente impactadas. O recorde anterior de 74 mortes, ocorrido entre outubro de 2019 e março de 2020, foi drasticamente ultrapassado.
As chuvas intensas, que já haviam causado 11 óbitos antes da tragédia na Zona da Mata, agora somam um total de 80 vítimas. A situação demanda atenção máxima e ações de prevenção e resposta urgentes por parte das autoridades e da população.
Tragédia na Zona da Mata eleva o número de vítimas fatais
A região da Zona da Mata foi a mais atingida pelas chuvas recentes, contabilizando 69 mortes confirmadas. Deste total, 63 óbitos ocorreram em Juiz de Fora e outros seis em Ubá, segundo informações da Polícia Civil até as 18h40 de sexta-feira (27).
Este evento trágico transformou o cenário das chuvas em Minas Gerais, que já registrava 11 mortes antes da intensificação dos temporais. A combinação de fatores climáticos e a vulnerabilidade de algumas áreas contribuíram para a escalada de perdas.
Histórico de mortes em períodos chuvosos revela tendência preocupante
Comparando o período chuvoso de 2025/2026 com os 20 anos anteriores, o número de 80 mortes se destaca como o mais alto já registrado. O dado mais próximo foi em 2019/2020, com 74 óbitos, seguido por 2008/2009, com 44 mortes.
A análise dos dados da Defesa Civil de Minas Gerais, que considera o período entre outubro e março, mostra uma variação significativa no número de mortes ao longo dos anos. Períodos como 2014/2015 e 2015/2016 tiveram poucas vítimas, com 6 e 4 óbitos, respectivamente, contrastando drasticamente com o cenário atual.
Alerta máximo e ações de prevenção são essenciais
A Defesa Civil reforça a importância da atenção aos alertas meteorológicos e às recomendações de segurança. A prevenção é a **chave para evitar novas tragédias** em um estado que se mostra cada vez mais vulnerável aos efeitos das chuvas intensas.
Moradores de áreas de risco devem estar atentos a sinais de deslizamentos e inundações, buscando abrigos seguros e seguindo as orientações das autoridades. A colaboração de todos é fundamental para mitigar os impactos deste período chuvoso recordista.
Números de mortes em períodos chuvosos em Minas Gerais (outubro a março):
2006/2007: 26 óbitos
2007/2008: 20 óbitos
2008/2009: 44 óbitos
2009/2010: 20 óbitos
2010/2011: 23 óbitos
2011/2012: 20 óbitos
2012/2013: 24 óbitos
2013/2014: 23 óbitos
2014/2015: 6 óbitos
2015/2016: 4 óbitos
2016/2017: 18 óbitos
2017/2018: 12 óbitos
2018/2019: 18 óbitos
2019/2020: 74 óbitos
2020/2021: 22 óbitos
2021/2022: 30 óbitos
2022/2023: 22 óbitos
2023/2024: 6 óbitos
2024/2025: 27 óbitos
2025/2026: 80 óbitos (até o momento)