Moraes quer saber quais seguranças de Bolsonaro são do GSI em prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça quais dos seguranças que acompanham o ex-presidente em sua prisão domiciliar são integrantes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
A medida, anunciada nesta segunda-feira (30), tem como objetivo **resguardar o ambiente controlado necessário** para o cumprimento da prisão domiciliar. A equipe jurídica de Bolsonaro já havia apresentado ao ministro uma lista com os nomes dos colaboradores que atuam na residência do ex-presidente.
Esta solicitação surge em um momento delicado, com Bolsonaro em regime domiciliar para se recuperar de uma broncopneumonia bacteriana. O ex-presidente cumpre uma série de restrições para manter o benefício, que será reavaliado após 90 dias.
Contexto da Prisão Domiciliar de Bolsonaro
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi autorizada na semana passada pelo ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente, que está em recuperação de uma broncopneumonia bacteriana, precisa seguir uma série de medidas cautelares para manter o benefício. Após o período inicial de 90 dias, a situação será reavaliada pelo magistrado.
O descumprimento de qualquer uma das restrições impostas pode levar ao retorno de Bolsonaro para a Papudinha, onde ele cumpria pena em regime fechado. A decisão visa garantir a ordem e a segurança durante o período de recuperação do ex-presidente.
Histórico de Medidas Cautelares e Prisão
Jair Bolsonaro já estava sob medidas cautelares desde julho do ano passado, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição do uso de redes sociais. Em 4 de agosto, Moraes ordenou a prisão domiciliar do ex-presidente após ele interagir com manifestantes em um ato, por meio de chamada de vídeo.
Em setembro, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por suspeita de tentativa de golpe de Estado. No dia 22 de novembro, ele foi preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal em Brasília por tentar violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.
Transferência para a Papudinha e Concessão da Domiciliar
A detenção ocorreu no âmbito de um inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras. Três dias após a prisão preventiva, Moraes declarou o trânsito em julgado da ação penal do golpe e ordenou o cumprimento imediato da pena. O ex-presidente permaneceu na sede da PF até 15 de janeiro deste ano, quando foi transferido para a Papudinha, dentro do Complexo da Papuda.
Recentemente, no dia 24, Alexandre de Moraes concedeu a prisão domiciliar humanitária por 90 dias. Após passar duas semanas internado, Bolsonaro se mudou para sua residência na última sexta-feira (27), onde agora terá sua equipe de segurança sob escrutínio do STF.