MP de São Paulo pede inquérito para apurar ameaças virtuais contra Daniel Vorcaro e familiares
O Ministério Público de São Paulo deu um passo importante na investigação de possíveis ameaças virtuais e perseguição contra o banqueiro Daniel Vorcaro e seus familiares. A solicitação para a abertura de um inquérito policial foi encaminhada ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), órgão responsável pela apuração de crimes.
A representação, que visa investigar a fundo as denúncias de perseguição virtual, foi recebida pelo MP em 4 de março de 2026 e enviada ao Decap com a requisição formal para instauração do inquérito. A Polícia Civil paulista foi procurada para comentar sobre a abertura oficial da investigação, mas ainda não se pronunciou sobre o caso.
A portaria do MP detalha que a apuração deve verificar a ocorrência de publicações com alegações falsas, humilhantes e abusivas, que teriam utilizado imagens de familiares da vítima, além do envio de mensagens com conteúdo ameaçador por meio das redes sociais. A investigação se baseia em uma representação feita pela advogada Vanessa Souza, especialista em direito digital e defensora da família Vorcaro.
Advogada lista mensagens e publicações ofensivas
No documento apresentado ao Ministério Público, a advogada Vanessa Souza listou diversas mensagens com caráter ameaçador recebidas nas redes sociais da filha de Daniel Vorcaro. Além disso, a representação inclui publicações feitas por influenciadores digitais que teriam veiculado informações falsas e ofensivas.
“Todas as narrativas apresentadas nas publicações reiteradas dos representados contêm alegações falsas, abusivas e humilhantes, e frequentemente utilizam imagens de familiares das vítimas sem qualquer consentimento”, afirmou a advogada na representação. Souza informou que não se manifestaria além do conteúdo já presente no pedido ao MPSP.
Pedido precede segunda prisão de Vorcaro
O pedido de abertura de inquérito para investigar as ameaças virtuais contra Vorcaro foi protocolado no final de fevereiro, antes mesmo da decretação da segunda prisão preventiva do empresário. A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Daniel Vorcaro foi preso na semana passada sob suspeita de manter uma milícia privada. A suspeita é que este grupo era utilizado para ameaçar adversários e invadir sistemas de informática de órgãos de investigação. O objetivo seria obter documentos sigilosos relacionados a apurações que correm contra o banqueiro.
Contexto das investigações contra o banqueiro
A investigação sobre as ameaças virtuais ocorre em um momento delicado para Daniel Vorcaro, que já enfrenta um processo judicial complexo. A suposta existência de uma milícia privada levanta sérias questões sobre o uso de métodos ilegais para influenciar investigações e silenciar oponentes.
As autoridades buscam agora entender a extensão das ameaças e perseguições virtuais, identificando os responsáveis e as motivações por trás dessas ações. O caso reforça a importância do combate ao cyberbullying e à disseminação de notícias falsas, especialmente quando envolvem figuras públicas e seus familiares.