Operação “Linea Rubra” da Polícia Civil mira desarticulação do Comando Vermelho no interior de São Paulo, com sequestro de bens milionários e 5 prisões.

A Polícia Civil de Rio Claro deflagrou, nesta quarta-feira (11), a operação “Linea Rubra”, com o objetivo de combater o crime organizado e a lavagem de dinheiro. A ação busca frear o avanço do Comando Vermelho no interior paulista, desarticulando suas estruturas logística, financeira e operacional.

A investigação, que se estende por mais de oito meses, contou com o apoio do Gaeco de Piracicaba e reuniu 120 policiais, 41 viaturas e um helicóptero. Foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão preventiva.

Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil, a operação “Linea Rubra” resultou na prisão de cinco pessoas em Ribeirão Preto, Indaiatuba, Rio Claro e São Carlos. Além das prisões, foram decretadas medidas de sequestro de bens, incluindo 12 imóveis, R$ 33,6 milhões em contas bancárias e 103 veículos.

Foco no patrimônio do crime organizado

O delegado seccional de Rio Claro, Paulo Hadich, destacou que o principal objetivo da operação é atingir o patrimônio da organização criminosa. “A polícia trabalha para sequestrar bens utilizados na lavagem de dinheiro, como veículos, imóveis, além de celulares e outros materiais que possam ajudar nas investigações”, afirmou Hadich.

Reorganização e liderança do Comando Vermelho

A operação ocorre em um contexto de aumento da criminalidade violenta na região, associada a disputas territoriais. A investigação aponta que o grupo, desarticulado em 2023, reorganizou-se sob nova liderança, com Leonardo Felipe Panono Scupin Calixto, conhecido como “Bode”, assumindo o comando e aliando-se ao Comando Vermelho. Calixto e seu braço-direito são considerados foragidos, com suspeita de estarem escondidos em comunidades do Rio de Janeiro.

Modus operandi e movimentações financeiras expressivas

O esquema criminoso opera de forma profissionalizada, utilizando “carros-cofre” para transporte de drogas e empresas de fachada com “laranjas” para lavagem de dinheiro. Em menos de um mês, foram identificadas transações financeiras que ultrapassaram R$ 1,19 milhão, evidenciando a expressiva movimentação de recursos ilícitos.

Investigação longa e desdobramentos futuros

O delegado Paulo Hadich explicou que a operação é fruto de uma investigação longa da Polícia Civil, iniciada após a percepção de padrões semelhantes em homicídios ligados ao PCC e a um grupo associado ao Comando Vermelho. “A partir disso, descobrimos associação para fins de tráfico e lavagem de dinheiro”, informou. A operação segue em andamento e novos desdobramentos são esperados para identificar outros envolvidos e crimes relacionados ao grupo.

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