Youtuber Orochinho apela à Justiça após ser condenado a pagar R$ 70 mil e alega impossibilidade financeira

O influenciador digital Pedro Henrique Frade, conhecido como Orochinho, que acumula mais de 4,5 milhões de inscritos no YouTube e 1,7 milhão de seguidores no Instagram, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a indenizar uma bebê e sua mãe. A condenação se deu após ridicularizar a imagem da criança em um vídeo, conforme revelado pelo g1.

Diante da decisão judicial, Orochinho afirmou que não possui os R$ 70 mil necessários para o pagamento da indenização e solicitou ao juiz que a sentença seja reavaliada. Ele também argumenta que algumas falas atribuídas a ele no processo foram tiradas de contexto, minimizando sua responsabilidade no caso.

A Justiça considerou o caso encerrado em agosto, após o influenciador não apresentar manifestação nos autos. No entanto, meses depois, ele entrou com uma defesa, alegando não ter recebido a intimação judicial e pedindo a anulação da sentença para poder se defender adequadamente. A defesa do influenciador aguarda uma resposta da Justiça sobre o pedido de anulação. Até o momento, a condenação para pagar os R$ 70 mil, com correção monetária e juros, permanece válida.

Orochinho se defende e nega intenção de ofender bebês

Apesar da apreensão com o caso, Orochinho manteve o tom humorístico característico de seus vídeos ao comentar a situação com seus seguidores. Durante uma live na última segunda-feira (2), ele se pronunciou publicamente sobre a condenação pela primeira vez.

“Pelas manchetes faz parecer que eu faço bullying com bebês, mas acho que convém avisar que não é bem assim. Sou uma pessoa que respeita todo mundo. Amo crianças, amo bebês e amo a cultura das crianças”, declarou o youtuber, buscando desconstruir a imagem negativa que a decisão judicial poderia gerar.

Ele fez um apelo direto ao magistrado, em tom bem-humorado: “Você acha mesmo, meritíssimo, que eu não gosto dos bebezinhos? Você acha mesmo? Olha pra mim. Por favor, reconsidere. Não estou com esse dinheiro agora. Por favor, reconsidere”, disse, interagindo com a barriga de uma gestante.

Vídeo que gerou condenação é visto como catalisador de ofensas

O vídeo em questão era uma reação a uma reportagem televisiva sobre um bebê que havia se tornado meme. A Justiça entendeu que o conteúdo produzido por Orochinho serviu como um “catalisador de ofensas” que já estavam sendo direcionadas à criança nas redes sociais.

Na decisão, o juiz Ricardo Dal Pizzol, da 2ª Vara Cível do TJ-SP, apontou a “ausência de qualquer empatia” por parte do youtuber ao produzir o vídeo. O magistrado destacou que o influenciador “em nenhum momento, preocupou-se com o efeito que poderia ter no futuro da menor, em sua autoestima e em seu círculo de convivência.”

Influenciador contesta frases e minimiza agressividade do conteúdo

Orochinho comentou sobre a alegação de falta de empatia, ponderando: “Tudo bem, essa é a leitura da Justiça. Eu não sei se faltou empatia da minha parte. Talvez”. Ele em seguida se corrigiu, afirmando: “Não faltou (empatia), não faltou. Mas empatia é algo que a gente sente, não é algo que a gente fala”.

A condenação também citou expressões ofensivas presentes no vídeo, como “por*a do bebê”, “quem gozou isso?”, “bebê tem de sofrer bullying” e “ô desgraça feia”. O youtuber negou ter proferido todas essas ofensas.

“Na acusação contra mim foram atribuídas frases como se eu tivesse dito. Mas não foi isso que aconteceu. Eu não falei essas coisas. Eu estava lendo o que estava na tela”, explicou. Ele acrescentou que, em alguns trechos, a edição pode ter dado a impressão de que ele mesmo disse as frases, quando na verdade estava apenas as lendo e criticando.

“Inclusive, em alguns momentos eu li a frase, aí cortaram essa parte da frente e ficou como se eu tivesse falado aquilo. É a mesma coisa que ler um comentário absurdo, criticar e alguém te processar e colocar como se você tivesse dito aquela frase”, argumentou Orochinho, ressaltando que apenas “uma ou outra” frase ofensiva foi de sua autoria direta, e não tantas como as listadas na acusação.

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