Agricultor de Boa Vista aposta em técnica inovadora com areia e casca de arroz para impulsionar produção de pepino
Um agricultor em Boa Vista, Roraima, está chamando a atenção ao adotar um método semi-hidropônico para o cultivo de pepino. A técnica, que utiliza uma mistura de areia do lavrado e casca de arroz como substrato, tem demonstrado resultados expressivos no aumento da produção e na qualidade dos frutos.
A iniciativa busca otimizar o cultivo, oferecendo maior controle nutricional às plantas e minimizando a incidência de doenças, algo que o plantio convencional no solo nem sempre consegue garantir. A novidade foi destaque no programa Amazônia Agro deste domingo (8).
Com essa abordagem, o produtor Felipe Vicentini Santi espera não apenas aumentar sua rentabilidade, mas também servir de exemplo para outros agricultores da região que buscam inovar e aprimorar suas colheitas. Conforme informação divulgada pelo g1, a experiência trazida do Sul do país tem se mostrado promissora em solo roraimense.
Do Rio Grande do Sul para Roraima: A origem da inovação
A inspiração para o sistema semi-hidropônico veio do Sul do Brasil. Felipe Vicentini Santi aprendeu a técnica no Rio Grande do Sul e, ao se mudar para Roraima, decidiu aplicá-la no cultivo de pepino. A adaptação da metodologia às condições locais tem sido um dos pilares do sucesso.
O segredo da estufa: Areia, casca de arroz e tecnologia
O cultivo acontece em uma estufa protegida, onde as plantas não crescem diretamente no solo. Em vez disso, são cultivadas em um recipiente preenchido com uma mistura de metade de areia do lavrado e metade de casca de arroz. Este substrato garante a drenagem e a aeração ideais para as raízes.
Um equipamento automatizado é responsável por liberar jatos de água com nutrientes essenciais para as plantas, cinco vezes ao dia. Esse controle rigoroso da nutrição ao longo do ciclo de crescimento é um dos grandes diferenciais do método, permitindo um desenvolvimento mais saudável e vigoroso.
Resultados impressionantes: Mais pepinos e de melhor qualidade
Atualmente, a propriedade conta com cerca de 300 pés de pepino em produção. Cada planta tem o potencial de render quase 8 quilos de pepino ao longo de seu ciclo. A colheita tem início, em média, entre 35 e 40 dias após o plantio, um prazo bastante competitivo.
A produtividade alcançada com o sistema semi-hidropônico pode superar em mais de 50% o cultivo convencional de pepino. Essa eficiência se traduz em maior volume de produção em menor tempo e com menor desperdício.
Além do expressivo aumento na quantidade, o método também garante a uniformidade no tamanho e na qualidade dos frutos. Essa padronização, segundo o produtor, tem sido um fator decisivo para a boa aceitação no mercado local, agregando valor ao produto final.
Planos de expansão e novos cultivos
Diante dos resultados positivos e da alta demanda, Felipe Vicentini Santi já planeja ampliar a área cultivada com pepino. Além disso, ele pretende implementar o mesmo sistema semi-hidropônico para o plantio de tomate, explorando o potencial da técnica em outras hortaliças e diversificando sua produção.