Líder governista se recusa a acionar o STF em defesa de Lulinha após votação controversa na CPMI do INSS.

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou nesta terça-feira (3) que **não há intenção de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF)** para reverter a quebra dos sigilos fiscal e bancário do empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha.

A decisão de Randolfe Rodrigues sinaliza o fim das tentativas administrativas para anular a medida, após o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), negar o pedido de anulação da votação na CPMI do INSS. A bancada governista alegava que houve fraude na contagem de votos durante a sessão.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, contudo, afirmou ter contado os votos por duas vezes e, junto com a oposição, sustenta que as imagens usadas para alegar fraude surgiram após o encerramento da deliberação, com a chegada de novos parlamentares governistas. Conforme informação divulgada pelo Congresso Nacional, a defesa de Lulinha já havia apresentado um recurso ao STF logo após a quebra dos sigilos, argumentando que a medida não era necessária.

Clima tenso marcou sessão que aprovou quebra de sigilo de Lulinha

A votação que resultou na quebra dos sigilos de Lulinha foi marcada por **conflitos e acusações de fraude**. Após a deliberação, houve uma confusão envolvendo parlamentares governistas e a mesa diretora, incluindo uma agressão física. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) admitiu ter dado um soco no deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ), mas alegou ter sido empurrado previamente.

Defesa de Lulinha já havia buscado o STF anteriormente

A própria defesa de Lulinha tomou a iniciativa de **acertar o Supremo Tribunal Federal** logo após a decisão de quebrar seus sigilos. A alegação apresentada foi a de que a medida não se mostrava necessária naquele momento. O recurso foi direcionado ao ministro André Mendonça, responsável por analisar as ações relacionadas às medidas adotadas pelo colegiado.

Suspeitas da Polícia Federal ligam Lulinha a transações financeiras investigadas

A Polícia Federal (PF) suspeita que Lulinha seja o indivíduo referido como “filho do rapaz” em mensagens interceptadas. A investigação aponta que essa pessoa teria recebido R$ 300 mil do empresário conhecido como “careca do INSS”, levantando **suspeitas sobre movimentações financeiras** que estão sob escrutínio.

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