Ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, adverte líder opositora María Corina Machado sobre ‘prestar contas’ ao retornar ao país

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, emitiu um forte aviso à líder da oposição e prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado. Rodríguez declarou que Machado terá que “prestar contas” caso retorne à Venezuela, especialmente por seu suposto apoio à ação militar que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro.

A declaração surge em um momento de alta tensão política no país sul-americano. Rodríguez questionou diretamente Machado sobre os motivos de seu pedido por uma intervenção militar e sanções contra a Venezuela. A vice-presidente também indagou sobre a celebração de Machado em relação aos eventos ocorridos no início de janeiro, que levaram à detenção de Maduro.

Estas declarações foram antecipadas em um trecho de uma entrevista concedida por Rodríguez à emissora americana NBC News. A entrevista completa, que promete aprofundar as tensões e as negociações diplomáticas, será transmitida integralmente ainda nesta quinta-feira (12). A fala de Rodríguez foi uma resposta a questionamentos sobre as garantias de segurança para Machado, que esteve escondida por meses no país por receio de retaliações do regime.

Machado se reuniu com Trump e entregou medalha do Nobel da Paz

No mês passado, a líder opositora venezuelana, María Corina Machado, teve um encontro significativo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a reunião, Machado fez a entrega de sua medalha do prêmio Nobel da Paz. No entanto, até o momento, o presidente Trump tem mantido Machado fora do processo de transição política na Venezuela, alegando que ela não possui apoio suficiente para tal envolvimento.

Rodríguez planeja visita à Casa Branca e defende Maduro

Ainda na entrevista à NBC News, Delcy Rodríguez revelou que planeja visitar a Casa Branca em breve. A declaração ocorreu após um encontro em Caracas com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright. Rodríguez, no entanto, não forneceu detalhes sobre a data exata dessa possível visita. Simultaneamente às negociações com os americanos, a ditadora interina continua a defender a inocência de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Maduro e Flores capturados em operação e aguardam nova audiência

Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados no dia 3 de janeiro, em uma operação noturna conduzida pelas Forças Especiais Americanas. O regime chavista descreve Maduro como o “presidente legítimo” da Venezuela. O casal enfrentará uma nova audiência judicial nos Estados Unidos no próximo mês. O julgamento envolve diversas acusações relacionadas à participação em atividades ilícitas de narcotráfico, um escândalo que abala o cenário político venezuelano.

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