A Defesa Civil e agentes da Prefeitura de São José dos Campos realizam, na manhã desta segunda-feira (9), uma vistoria minuciosa na nova cratera que surgiu no bairro Jardim Imperial, na Zona Sul da cidade, no último fim de semana. A situação gerou apreensão e levou à interdição de imóveis, deixando um grande número de pessoas desalojadas.
Enquanto a análise técnica da nova cratera está em andamento, quatro casas e um prédio com 34 apartamentos permanecem interditados como medida de segurança. Ao todo, 156 pessoas foram forçadas a deixar suas residências e encontraram abrigo na casa de parentes e amigos. A falta de previsão para o retorno dos moradores agrava a preocupação na região.
O incidente mais recente ocorreu na rua Felisbina de Souza Machado, mesmo local onde, há duas semanas, um grande buraco engoliu um caminhão. A nova cratera se abriu a cerca de 250 metros da anterior, em um bairro que já sofre com problemas de afundamento de solo há pelo menos 15 anos, registrando diversas crateras e buracos na via e calçadas.
Moradores relatam momentos de pânico durante o temporal
Todos os moradores precisaram sair às pressas na tarde do último sábado (7), quando a cratera se formou no meio do asfalto, provocando o desabamento de ambas as pistas da via em meio a uma forte chuva. Tanto a cratera nova quanto a antiga apresentaram instabilidade durante o temporal, com suas laterais cedendo. Um poste de energia elétrica chegou a ser engolido pelo novo afundamento, conforme mostram imagens gravadas pela Rede Vanguarda.
Acesso restrito para retirada de pertences
Os moradores do prédio Residencial Jardins de Sevilha, que abriga 34 apartamentos e foi interditado, receberam permissão para entrar no edifício sob acompanhamento da Defesa Civil no domingo (8). O objetivo foi permitir a retirada rápida de roupas, documentos e outros itens essenciais. As imagens registraram os moradores transportando seus pertences de forma improvisada, em sacos de lixo, sacolas de mercado ou trouxas de lençóis.
Prefeitura e concessionárias atuam na área afetada
Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos informou que a interdição dos imóveis foi uma medida preventiva para garantir a segurança. Os moradores estão acolhidos por familiares. A prefeitura também confirmou que o local está sinalizado e que equipes da Defesa Civil, Guarda Civil Municipal e Secretaria de Obras, juntamente com as concessionárias EDP, Sabesp e Comgás, atuam na avaliação técnica e na adoção de providências.
A concessionária de energia EDP informou que suas equipes estão mobilizadas na substituição de postes e reconstrução da rede elétrica local. O restabelecimento do fornecimento de energia para os imóveis próximos depende das condições climáticas e de segurança no local. A Sabesp, por sua vez, concluiu adaptações necessárias nas tubulações afetadas pelo rompimento de uma galeria de águas pluviais, que não pertence à companhia. A empresa seguirá monitorando a área. Já a Comgás assegurou que não houve vazamentos na rede de gás, mas o fornecimento para os imóveis interditados foi interrompido por segurança.
Histórico de problemas na via
A rua Felisbina de Souza Machado já estava parcialmente interditada desde o dia 27 de janeiro, quando o asfalto cedeu no cruzamento com a Rua Roberto Baranoy. Na ocasião, um caminhão carregado com cerca de 10 toneladas de blocos de concreto foi engolido pela cratera. O problema de afundamentos nesta via tem um histórico de 15 anos, com registro constante de crateras e buracos.